Crónica da primeira semana | The Chronicle of the first week | Cronica de la primera semana

Enquanto escrevo isto, faz exactamente uma semana desde que saímos de Lisboa. Saímos do Cais das Colunas, o lugar de onde saíam os barcos portugueses quando partiam para as expedições à Ásia e ao Novo Mundo. A ideia era que de alguma forma fossemos acompanhados pela boa fortuna que acompanhou esses viajantes, que possamos também chegar com a nossa Amarela a lugares distantes e regressar com histórias fantásticas para quem queira ouvir.

Da nossa linda Lisboa seguimos para a Silha do Pascoal perto de Grândola, para visitar a Belinda e o Gil. Quando chegámos fomos recebidos com boa disposição e excelentes petiscos alentejanos n’A Venda, a pequena mas maravilhosa mercearia recuperada pela Belinda e que recomendamos que visitem, mesmo. Já não se faz açorda alentejana como a que comemos lá, o vinho e a companhia não podiam ser melhores e, enfim, passem lá e vejam vocês mesmos.

Deu para recuperar um pouco do safanão de arrancar finalmente nesta aventura. É que mesmo quando se sai para realizar sonhos acreditem que se sente uma montanha russa de sensações, saudades, dúvidas, hesitações… A nossa mente prega-nos partidas e há que saber rir de nós próprios quando de repente parece que nos esquecemos o porquê do que estamos a fazer. É como aquele momento antes de entrar em palco, há uma fracção de segundo em que se esquece de tudo, de quem somos, do que estamos a fazer, de onde estamos, de porquê. Mas assim que começa a música, tudo encaixa no lugar. Finalmente estamos na nossa estrada de tijolos verdes! Lemos, investigámos, planeámos e preparámo-nos como pudemos, agora só nos resta fazer-nos à estrada e aprender o resto pelo caminho, tal como nos propusemos a fazer. Entre outros, temos um livro connosco chamado “O Livro da Independência” de Pablo Rey (altamente recomendado mesmo para quem seja viajante de sofá), onde se pode ler: “Uma pessoa só se pode arrepender do que nunca fez, jamais do que tentou, mesmo que nunca tenha funcionado, mesmo que seja o pior dos nossos fracassos.”

Com isto debaixo das nossas asas, ou rodas, seguimos para Estremoz, para almoçar com a Charlotte e o Rodrigo, representante da WWOOF Portugal. Pudémos comparar as cicatrizes das nossas Amarelas e partilhar histórias de viagem, de outras andanças claro porque esta nossa história está ainda no início. Também nos deram um mapa e umas ajudas com uns documentos, obrigada!

A seguir fomos a Monforte para cumprimentar os meus padrinhos, estava prometida uma visita já há algum tempo. Foi bom vê-los e apresentar o Leandro que ainda não conheciam.  Passámos um bom bocado, jantámos e fomos dormir. Parece que tanto o Leandro como a Amarela deixaram uma boa impressão.

No terceiro dia é que começaram os formigueiros nas pontas dos dedos, passámos Elvas onde já podíamos ver Espanha e o desconhecido. Wohoo!

A primeira paragem técnica para reabastecer foi na barragem Garcia de Sola e depois disso parámos em Borriol (Espanha), Girona e Vidauban (França). Tudo a correr bem, com cada paragem melhoramos no tempo que demoramos e em todo o processo, desde trocar a roupa para a “farda do óleo”, abrir as portas, preparar os garrafões e o kit bomba+filtros, tirar o berbequim para bombear o óleo, o funil, destapar o depósito e pôr a chave na ignição para ir controlando quanto óleo entra no depósito.

Quase 300 litros de óleo vegetal usado e 2500km depois estamos em Firenze onde nos vamos encontrar com o Francesco para uma entrevista organizada pela WWOOF Italia. Mas, por agora, a Amarela faz uma pausa e nós descansamos os ouvidos do barulho do motor em frente ao rio Arno, a comer pizza com peperoni e gelados. A vida é bela.

 

Joaninha com cor

While I am writing this, it’s been exactly a week since we left Lisbon. We departed from the Cais das Colunas, the same place where the Portuguese ships lef Lisbon on their expeditions to Asia and the New World. The idea was that somehow we could also be blessed with the same good fortune that accompanied those ancient travelers, so that we too could reach far away places with our Amarela and return with fantastic stories for those who’d like to hear them.

From our beautiful Lisbon we headed to Silha do Pascoal, near Grândola, to visit Belinda and Gil. When we arrived we were met with the usual good mood and excellent snacks typical from the region (Alentejo) at A Venda, the old but wonderful groceries shop refurbished by Belinda and that we recommend you should visit, seriously. Nowhere else you’ll eat açorda alentejana like the one we ate there, the wine and company could not be better and, well, go and see it for yourselves. It was also a good chance to recover from the big shake of finally starting this great adventure. You see, even when you are following your dreams, you still feel a rollercoaster of emotions, feelings, doubts, hesitations… Your mind plays tricks on you and you have to learn to laugh at yourself when suddenly you seem to have forgotten why you are doing what you are doing. Its like that moment before you go on stage, there is a fraction of a second when you forget everything, who and where you are, what you are doing and why. But as soon as the music starts, everything falls into place. We’re finally on our Green Brick Road! We read, investigated, planned and prepared the best we could and all it is left now is to hit the road and learn the rest as we go, just as we set ourselves to do. Amongst others, we have a book with us called “The Book of Independence” by Pablo Rey (highly recommended even if you’re just a sofa traveller) and there you can read: “One can only be sorry for what one did not do, never for what one has tried, even if it never worked, even if it was the worst of one’s failures.” With this under our wings, or tires, we moved on to Estremoz to have lunch with Charlotte and Rodrigo, the portuguese representative of WWOOF Portugal. We compared the scars on our vans and shared travel stories, from other adventures of course since this story of ours is just beginning. They also gave us a map and helped us with yet some some paperwork, thank you!

Then we went by Monforte to visit my godparents, we had promised to visit for some time. It was great to see them and to present Leandro whom they had not met. We had a good time, had dinner and then went to sleep. I think both Leandro and Amarela caused a good impression.

It was on the third day that the prickling on the tips of our fingers started, we passed Elvas and beyond we could see Spain and the unknown. Wohoo!

Our first technical stop to refill our wvo tank was at a dam a Garcia de Sola in Spain. After that we stopped at Borriol (Spain), Girona and Vidauban (France). Everything is going well and with every stop we improve our timing and the whole process from changing clothes to the “WVO uniform”, opening the doors, prepare the containers and the pump+filters kit, get the drill out to pump the oil, the funnel, take the oil tank cap out and put the key in the ignition to check the amount of oil entering the tank.

Almost 300 liters of wvo and 2500 km later, we are at Firenze to meet Francesco for an interview organized by WWOOF Italia. But for now, Amarela is taking a break and we can rest our ears from the engine noise in front of the river Arno, eating peperoni pizza and ice cream. Life is beautiful.
Joaninha com cor

 

Mientras escrivo escribo esto, hace exactament una semana desde que salimos de Lisboa. Salimos del Cais das Colunas, el mismo lugar de donde se iban los barcos portugueses hacia Asia y el Nuevo Mundo. La idea era que de alguna manera nos acompañara tambien la buena fortuna que acompañó a esos aventureros, para que también nosotros vayamos con nuestra Amarela a lugares distantes y regresar con historias fantasticas para quién quiera escuchar.

De nuestra linda Lisboa seguimos para Silha do Pascoal, cerca de Grândola, para visitar a Belinda y Gil. Cuando llegámos nos recibieron con buenissima onda y humor y con una picada tipica de Alentejo en A Venda, la pequeña pelo maravillosa merceria antigua que Belinda ha recuperado y que recomendamos que vayan a visitar, en serio. Ya no se hacen los platos tipicos de esa region como los hacen ahi y el vino y la gente no podian ser mejores, bueno, tienen que ir a ver ustedes mismo.

Ahi pudimos recuprar un poco del torbellino de empezar al fin con esta aventura. Es que mismo cuando uno sale para realizar los sueños de uno, pueden creer que se siente una montaña rusa de sensaciones, dudas, hesitaciones, se estraña… Nuestra mente nos engaña y hay que saber reir d euno mismo cuando subitamente parece que nos olvidamos del por qué de lo que estamos hacienda. Es como aquél momento antes de subir en el escenario, hay una fracción de segundo en que uno se olvida de todo, de quién somos, de lo que estamos haciendo, de donde estamos, de por qué. Pero asi que empieza la musica todo vuelve a su lugar. Al fin estamos recorriendo nuestra carretera de ladrillos verdes! Hemos leído, investigado, planeado y nos preparamos lo mejor que pudimos y ahora solo nos queda ponernos en marcha y aprender por el camino, tal como queriamos. Entre otros, tenemos un libro en particular con nosotros que se llama El Libro de la Independencia de Pablo Rey (expressamente recomendado aunque seas un viajante de sofa), donde se puede leer: “Uno solo puede arrepentirse de lo que nunca hizo, jamás de lo que ha intentado, aunque nunca haya funcionado, aunque sea el peor de nuestros fracasos”.

Con esto por debajo de nuestras alas, o ruedas, seguimos a Estremoz para nos encontarmos con Charlotte y Rodrigo, el representante WWOOF en Portugal. Pudimos compartir las cicatrices de nuestras camionetas (que son muy parecidas!) y también historias de viage, de otras epocas obvio por que esta historia nuestra todavia esta empezando. Nos regalaron un mapa y nos ayudaron con unos documentos, gracias!

Despues fuimos a Monforte a saludar mis padrinos, estava prometida una visita hacia mucho tiempo. Fui genial verlos y presentarles a Leandro, que todavia no conocian. Parece que tanto la Amarela como Leandro dejaron una buena impression.

En el tercero dia fue cuando empesó el hormiguero en la punta de los dedos, pasámos Elvas donde ya podiamos veer España y el desconocido. Wohoo!

La primera parada tecnica para abastecer de aceite fue en el embalse Garcia de Sola y después en Borril (España), Girona y Vidauban (Francia). Todo va bien, cada vez mejoramos el tiempo y en todo el proceso, desde cambiar la ropa para el “uniforme del aceite”, abrir las puertas, preparar os bidones y el kit bomba+filtros, sacar todo el material y poner la llave para saber cuanto aceita va entrando en el deposito.

Casi 300 litros de aceite vegetal usado y 2500 km después, estamos en Firenze donde nos vamos a encontrar con Francesco para una charla organizada por WWOOF Italia. Pero por ahora la Amarela hace una pausa y nosotros descansamos los oídos del ruido del motor en frente al rio Arno, comiendo pizza con peperoni y helado. La vida es bella. 

Advertisements
Categories: WWOOFing | 2 Comments

Post navigation

2 thoughts on “Crónica da primeira semana | The Chronicle of the first week | Cronica de la primera semana

  1. Florença é uma cidade maravilhosa, aproveitem-na bem! E já agora, parabéns pelo projecto, é muito inspirador e estou deliciada ao seguir as vossas notícias 🙂

  2. Joao Teixeira Bastos

    Mas que aventura é essa que voces estão a fazer???

Leave a brick

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Create a free website or blog at WordPress.com.