A experiência italiana | The italian experience | La experiencia italiana

07h00         OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Soltar as galinhas, os gansos e os patos, recolher os ovos;

Preparar os cereais com farinha para a vaca Rosalinda e as cabras Mónica, Elba, Aeroplano, Peluceta e a outra que não tem nome…;

Ordenhar a Rosalinda;

Ordenhar as cabras (preparar para eventual “casino” (confusão) com cabras que fogem do curral para apanhar os cereais);

Dar de mamar ao Pupo (que envolve alguma perícia para agarrar cabras para que ele possa comer)

HPIM9719Limpar a capoeira, pôr água e comida;

Limpar a entrada dos currais dos presentes nocturnos da Rosalinda;

Limpar o curral da Shiva;

Levar as burras Mafalda e Pepina a passear, escová-las e limpar os cascos;

Levar a Rosalinda, a Shiva, a Mafalda e a Pepina para o campo para pastar;

Soltar os cabritos para o curral das cabras;

08h30

Colazione – Pequeno almoço: com leite fresquissimo, pão caseiro ou frisas, café italiano muito bom, doces e marmeladas caseiras, doce de leite do Leandro (mmmmm)

Preparar o leite e fazer queijo;

09h30DCIM100GOPRO

Levar as cabras a pastar;

Tarefas várias, por exemplo: tirar ervas daninhas da horta, regar, limpar currais se não houve tempo antes, acender o forno a lenha e preparar a massa do pão;

11h30/12h00

Voltar com as cabras para o curral e dar-lhes água;

Preparar o almoço;

14h30DCIM100GOPRO

Pranzo – almoço, normalmente um prato típico do Salento, massa fresca, frisas, massa com grão e malagueta, massa carbonara, salada de batata e beterraba, frittata, chicoria ou acelga salteada, etc;

Pequena sesta para ajudar a digerir para alguns, trabalhar no blog e nas fotografias para outros, a não ser que fosse dia de fazer pão, íamos para a sala do forno onde a massa estava a descansar desde manhã;

16h30

Levar as cabras a pastar;

Mais tarefas várias como continuar com o pão e as frisas, trabalhar na horta, instalar sistema experimental de rega, trabalho com canas, limpezas e arrumações…

19h00

Voltar com as cabras para o curral e brincar à apanhada com os cabritinhos para os pôr no curral deles, separados das cabras;

Ir buscar as vacas e as burras do campo ao lado, dar-lhes água e pôr a Shiva (filhota da Rosalinda) no curral dela (separa-se os cabritos e a Shiva para que haja leite de manhã para ordenhar);

20h30

Cena – Jantar, normalmente também um prato tipico de Salento ou se não estivessémos todos de rastos saíamos para ir visitar alguém, dar um passeio a Otranto ou Santa Maria di Leuca, ou só mesmo para ir pôr combustível no carro e comer um gelado 🙂

DCIM100GOPROFoi assim durante quase todos os 35 dias de estadia na quinta do Flavio e da Ruli. Aprendemos lições muito valiosas sobre o que significa ter animais na quinta, os cuidados e o trabalho diário que é necessário para os manter saudáveis e felizes. Da mesma maneira que eles ajudam nos trabalhos na quinta e nos dão leite, ovos, carne, etc, também eles precisam de comida, água, abrigo e muita atenção. Vimos como os burros são animais muito espertos que criam empatia rapidamente e aprendem rotinas com facilidade, embora ao seu próprio ritmo e com medos inexplicáveis, como de papéis que esvoaçam. Vimos como a paisagem muda à medida que a Primavera avança e como as cabras vão comendo ao ritmo desta mudança. Vimos os cabritos crescer, a começar a comer ervas e a brincar nas pedras. Apaixonámo-nos pelo Pupo, o cabrito órfão. Perdemos (ah-hamm, a Rita mais que o Leandro) o medo de nos aproximarmos das vacas enormes, têm uns grandes cornos e se estão com o cio podem andar atrás duma pessoa a tentar saltar para cima, o que não é lá muito simpático… Fomos rápidos a aprender a ordenhar e a fazer queijo com o leite maravilhosamente fresco, que pode chegar aos 20 litros por dia quando a vitela é pequena. Vimos as vacas beber 60 litros de água de uma vez e aprendemos que se misturar terra com as cacas frescas é mais fácil para as pôr no carrinho de mão.  Vimos como os calos nas mãos são rápidos a aparecer, como se ganha músculos em sítios que nem nos lembrávamos que era preciso.

A nossa grande saga de aprendizagem começou num lugar lindo que precisa de muitíssimo trabalho, organização e boa disposição mas vamos embora contentes por termos dado tudo isso durante o tempo que lá passámos. Vai ser sempre difícil deixar os lugares que precisam mesmo de ajuda mas a viagem continua…

A Amarela foi limpa, carregada e avançámos, mas não para muito longe. Enquanto estavamos na quinta conhecemos uma familia que vive perto – a Eira, o Andrea, a Mabli, o Anatole e a Heron. Quando nos conhecemos, convidaram-nos para uma festa em sua casa para comemorar o seu 11º aniversário de casamento, a festa seria na lua cheia seguinte dia 25 de Maio.

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O Andrea mencionou que estavam por começar a construir um forno a lenha e quem nos conhece pode imaginar a excitação do Leandro. Oferecemo-nos para dar uma ajuda para construir o forno e para os preparativos para a festa, a ignorar a vozinha que nos dizia que se calhar já estaríamos na Grécia nessa altura.

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Bem, nós somos daquelas pessoas que não acreditamos em coincidências, as coisas acontecem quando têm de acontecer e extraordinariamente, ou não, calhou que acabámos o nosso tempo na quinta exactamente no dia em que se ia começar a fazer o forno e a preparar para a festa! Então cá estamos, em casa desta familia linda há 4 dias, o forno já está pronto para cozinhar as delícias gastronómicas para a festa de amanhã, a familia está a chegar, os preparativos estão em pleno e OLYMPUS DIGITAL CAMERAnós transbordamos de alegria por poder estar aqui e presenciar este momento maravilhoso!

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Joaninha com cor

07h00

Release the chickens, the geese and the ducks, check for eggs;

Prepare the cereal and flour for the cow Rosalinda and the goats, Monica, Elba, Aeroplano, Peluceta and another nameless goat;

Milk Rosalinda;

Milk the goats (prepare for an eventual “casino” (mess) with runaway goats from the pen to get to the cereal);

Feed Pupo (this involves some expertise to grab the goats for him to feed);

Clean the henhouse, put water and food;

Clean the entrance to the pen from the nocturnal gifts from Rosalinda;

Clean Shiva’s pen;

Take the donkeys Mafalda and Pepina for a walk, brush them and clean their feet;

Take Rosalinda, Shiva, Mafalda and Pepina to graze;

Release the kids into the goats’ pen;

08h30

Colazione – Breakfast, with exquisite fresh mil, homemade bread or frisas, very good and strong italian coffee, homemade jams and marmalades, Leandro’s dulce de leche (mmmm);

Prepare the milk and make cheese;

09h30

One would take the goats out to graze;

The other would do odd tasks and jobs such as weeding and watering the vegetable garden, cleaning the pens in case it wasn’t done earlier and, if its baking day, light the oven and prepare the bread dough;

11h30/12h00

Bring the goats back into the pen and give them water;

Prepare lunch and set the table;

14h30

Pranzo – Lunch, usually a typical dish from Salento or Italy, fresh pasta, frisas, pasta with chickpeas and chili, pasta carbonara, potato and beetroot salad, frittata, sauté chicory or other greens, etc;

Some would have a little siesta to help digest lunch, others would work on the blog and photos, unless it was baking day, then we’d head off to the forno room to start making the bread (the dough had been resting since morning);

16h30

Take the goats to graze again;

More odd tasks and jobs like finishing the bread and frisas, work in the vegetable garden, installing an experimental watering system, make wattles out of canes, cleaning and tidying up….

19h00

Return with the goats to the pen and play tag with the kids to put them in their own pen;

Go get the cows and donkeys from the grazing field, give them water and get Shiva into her pen (we separate the kids and Shiva so that there’s milk in the morning);

20h30

Cena – Supper, usually also a typical dish or if we weren’t all beaten, go and visit friends, do some sightseeing in Otranto or Santa Maria di Leuca, or just go out to get fuel and ice-cream 🙂

It was like this during almost all the 35 days we were at Flavio’s and Ruli’s farm. We learned some precious lessons of what it means to have animals on your farm, the care and daily work it takes to keep them healthy and happy. The same way they help us on the farm and give us milk, eggs, meat, etc, it’s also essential to guarantee that they always have food, water, a good shelter and lots of attention. We saw how the donkeys are very clever animals that bond very quickly and learn easily, although at their own rhythm and with inexplicable fears, of flying papers for instance. We saw how the landscape changes as spring passes and how the goats graze following this rhythm, choosing their food carefully. We saw the kids getting bigger, play in the rocks and starting to graze. We fell in love with Pupo, the orphan goat. We (it was more Rita than Leandro) lost our fear of getting near the huge cows, they have big horns and when in heat may try and jump on you, which is not very nice… We were quick to learn how to milk it and make cheese with the wonderfully fresh milk (which can be up to 20 liters when the kid is very young). We saw them drink 60 liters of water in one go and learned that of you mix earth with their fresh poo is easier to put it in the wheelbarrow. We saw how calluses are quick to appear and how you gain muscles in places that you didn’t even remember you needed them.

Our great learning saga started on a beautiful place that needs a lot of work, organizing and good spirits and as we leave we hope to have given all of that while we were there. Maybe it will always feel awkward to leave a place that really needs help but our journey calls us…

Amarela was cleaned, loaded and we’ve moved on, but not very far. While at the farm we met a lovely family – Eira, Andrea, Mabli, Anatole and Heron. When we met they invited us to stay longer, so we could come to their 11th anniversary party that was to be celebrated on the following full moon. Andrea also mentioned they were about to start building an ancient style bread oven (made with bricks and fuelled with wood), for those who know us you can imagine how excited Leandro was at this point. We offered to help build the oven and with the party preparations, ignoring this little voice at the back of our minds saying we might already be in Greece by that time. Well, we’re of those people who do not believe in coincidences, things happen when they have to happen and amazingly, or not, the day we were leaving the farm was the same day they were to start building the oven and prepare for the party! So here we are, staying with this incredible family for four days now, the oven is ready to cook tomorrow’s feast, relatives are arriving, preparations are on the way and we are overjoyed to be here and be able to witness this amazing moment with them!

Joaninha com cor

La traducciòn en español vendra en breve 😉

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