Re-Green & Permacultura

CerejasDesde que começámos esta viagem, parece que temos tido um extraordinário alinhamento de coincidências aparentemente orquestradas. Digo coincidências para lhe chamar qualquer coisa, já que quem nos conhece sabe que não acreditamos em coincidências, somos daquelas pessoas que acreditam que as coisas acontecem quando têm de acontecer e por razões que, por vezes não são óbvias mas que mais tarde fazem sentido (acho que já falamos nisto e tudo…)

Partimos para aprender a viver de forma sustentável, para vermos com os nossos próprios olhos como é que isso se faz em diferentes lugares no mundo. Quando vinhamos a caminho daqui, não era sequer suposto cá ficarmos, seriam só dois dias de passagem. No dia em que chegámos estava a acabar um workshop e uma das voluntárias que cá estava ia-se embora, antes do tempo previsto. Assim fomos convidados a ficar. Iamos ficar umas duas semanas, depois um mês e agora, em princípio, vamos cá ficar quase dois meses e meio. É que a meio de Agosto faço 30 anos e este sítio é perfeito para mudar de década. OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Enfim, tomada a decisão de cá ficar mais um tempo, parece que as coisas nos começaram a cair no colo. Estamos no meio daquilo que procurávamos, a sentir na pele a rotina de um lugar semelhante ao que gostaríamos de criar quando terminarmos a viagem. O centro vive segundo os métodos de permacultura, desde a horta, o trabalho com os animais e até com construção natural com as mais variadas técnicas e materiais. Depois de duas semanas a entrar nesta rotina, começou o Curso de Design de Permacultura. Durante dez dias, vimos como dois mestres permacultores transformaram desassete comuns mortais em aprendizes permacultores. Que momento para estar aqui!

Hugelbeet

Swales

Natural Building

Falou-se um pouco de tudo o que é necessário para se viver de acordo com os princípios de permacultura: o que considerar ao escolher um terreno,ferramentas de análise, observação e divisão do terreno em àreas para melhor aproveitamento, auto-suficiência energética, como plantar e enxertar àrvores, como plantar e o que plantar onde, a importância da àgua e como trabalhar com ela, como criar e viver em comunidade, incluindo um excelente debate sobre resolução de conflitos (Sim, mesmo em comunidades sustentáveis e ecológicas existem conflitos, faz parte da condição humana e ter as ferramentas para os reconhecer e resolver é fundamental). Um dos temas que me interessava muito tem a ver com as consorciações (parcerias) plantas<->plantas e plantas<->animais. Estas consorciações têm variadíssimas funções sendo a polinização a mais conhecida (sem os insectos, as plantas não se poderiam reproduzir). Mas também existem parcerias que oferecem protecção (do vento, do sol, da erosão, de pragas, etc), retenção/drenagem de água, transporte e troca de nutrientes, arejamento do solo e fixação de nitrogénio e até abrigo para vida selvagem e insectos, ajudando a manter a biodiversidade. *ver em baixo as referências para mais informação sobre consorciações.

Não tivémos o certificado no final do curso, mas tivemos o privilégio de aprender a teoria da permaculturaNatural Living em combinação com o trabalho prático no centro.

E com apenas quatro dias para limpar, arrumar e descansar, começou o workshop de Natural Living. E imaginem a nossa sorte, os professores são residentes na Auroville, uma comunidade com 45 anos de existência na India. E agora imaginem a nossa surpresa quando nos disseram que dois dos professores são portugueses! Por isso além do trabalho no workshop onde aprendemos uma técnica de construção de um forno a lenha diferente daquela que vimos em Itália com os Sbarro, onde tivémos uma introdução aos métodos de agricultura natural de Fukuoka (de quem já falámos aqui), danças e musicas africanas, indianas, outra excelente ferramenta para viver em comunidade que é a comunicação não-violenta (também se relaciona com a resolução de conflitos); também pudémos ouvir, na primeira pessoa, sobre como é viver em Auroville. E melhor, como será viver na nova comunidade para onde vão agora, no norte de Portugal. Esta ultima parte, pessoalmente, traz-me uma imensa alegria, saber que apesar de todo o caos actual que se sente em Lisboa, ainda existem lugares em Portugal onde o caos não chega e ser-se sustentável não é só uma hipótese experimental, é a realidade.

Para mais informação sobre permacultura, juntámos à nossa página com links uma nova secção com livros recomendados. Vão espreitar!

Joaninha com cor

 

Since we started traveling, it seems there has been an extraordinary alignment of apparently orchestrated coincidences. I say coincidences to call it something, as those who know us, know that we do not believe in coincidences. We are of those people that believe things happen when they have to happen and there is always a reason for it, even when at first it is not obvious (we might have said this before…)

We left to learn to live a sustainable life, to see for ourselves how that is possible in different places around the world. When we were on the way here, we weren’t even supposed to stay; we were just visiting for a couple of days. But on the day we arrived, they were just finishing a seminar and one of the volunteers that we staying here had to leave earlier than planned. So we were invited to stay, first we were staying for two weeks, then a month and now we’re staying, supposedly, for two and a half months. (It’s just that in mid August I’m turning 30 and this is a perfect place to change decades)

Anyway, after making the decision of staying, it seemed things started to land on our laps. We are right in the middle of what we were looking for, to feel on our own skin the routine of a place that is very similar to what we’re like to create when our journey is finished. The center lives by the permaculture methods, from the vegetable garden, to the animals and even in natural building, where they use all sorts of materials and techniques. After two weeks to get into this routine, the Permaculture Design Course started and for ten days, we saw how two permaculture masters transformed seventeen common mortals into permaculture apprentices. What a moment to be here!

During this time, many things were discussed and presented in order to live the permaculture way: what to look for and consider when choosing land, tools for observation, analysis and division of the land, energetic self-sufficiency, how to plant and graft trees, where and what to plant in different situations, the importance of water and how to work with it (storing, draining, infiltrating), how to create and live in community which included an excellent debate on conflict resolution (yes, even in sustainable and ecological communities there are conflicts, it’s just part of human nature and having the tools to recognize and resolve them is essential). One of the subjects that really interested me had to do with guilds (plants plants and also plants animals). These guilds are partnerships that have many different purposes; the most famous one is pollination (without insects plants could not reproduce). But there are many types of guilds that, for example, can offer protection (from the wind, from the sun, from erosion, from pests, etc), some help retain/drain water, some can carry and even share nutrients, some help aerate and fixate nitrogen in the soil and some even offer shelter for wildlife and bugs, creating an excellent bio diverse environment. *see below for references for more information on guilds.

In the end, we did not have a certificate but we were privileged to learn the theory of permaculture and combine it with practical work in the center.

And with only four days to tidy and clean up and rest, the Natural Living workshop began. Imagine our luck, the teachers that are coming are residents at Auroville, a 45 year old community in southern India. And now imagine our faces when we were told that two of the teachers were Portuguese! So besides the workshop where we learned even more, like a new technique to build an wooden oven (different from the one we help build with the Sbarros), an introduction to the Fukuoka natural farming methods (whom we have already mentioned before and were extremely interested in find more about), African and Indian dances and music, other great tools like non-violent communication (also related to conflict resolution); we also got to hear first had, what its like to live in Auroville. And better yet, how it will be like to live on the new community where they are about to move to, in the north of Portugal. This last part, personally, gives me immense joy, knowing that despite of the current chaotic instability that can be felt in Lisbon, there are places in Portugal where this chaos does not exist and being sustainable is not only an experimental hypothesis, it is reality.

For more information on permaculture, we have added to our links page a new section with recommended books.

Joaninha com cor

Desde que empezamos este viaje, parece que hemos tenido un extraordinario alineamiento de casualidades que parecen orquestradas. Digo casualidades para llamarle algo, ya que los que nos conocen saben que no creemos en casualidades, somos de aquellos que creen que las cosas pasan cuando tienen que pasar y que a veces las razones no son obvias pero más tarde terminan haciendo sentido (nos parece que ya hablamos de esto…)

Partimos para aprender a vivir de forma sostenible, para mirar con nuestros propios ojos como es que eso se hace en diferentes lugares del mundo. Cuando veniamos para acá, no nos ibamos a quedar, era solo una visita de dos dias. Pero en el dia que llegamos estaban terminando un seminario y una de los voluntarios que estaba acá se iba antes del tiempo. Asi, nos invitaron a quedarnos. Nos ibamos a quedar dos semanas, después un més y ahora, supuestamente, nos quedamos dos meses y medio. (Es que a la mitad de Agosto voy a cumplir 30 años y este es un lugar perfecto para cambiar de decada).

Bueno, después de decidir en quedarnos un tiempo acá, parece que las cosas nos empezaron a caer en la falda. Estamos en el medio de lo que buscabamos, sentir en la piel la rutina de un lugar similar a lo que nos gustaria de crear cuándo termine este viaje. El centro vive segun los metodos de permaculture, desde el huerto, a los animales y la construcción natural usando las más variadas tecnicas y materiales. Después de dos semanas para entrar en esta rutina, empezó el Curso de Design de Permacultura y durante diez dias pudimos ver como dos mestres permacultores transformaron un grupo de 17 comunes mortales en aprendices permacultores. Qué momento para estar aqui!

Se habló un poco de todo lo que es necesario para vivir segun los principios de permacultura: qué considerar al elegir un terreno, herramientas de analisis, observación y división del terreno, autosuficiencia alimentaria y energetica, como plantar y qué plantar donde, cómo plantar y enjertar àrboles, la importancia del agua y cómo trabajar con ella (almacenar, drenar, infiltrar), cómo crear y vivir en comunidad, incluyendo una excelente presentación sobre la resolución de conflictos (si, mismo en comunidades sostenibles y ecologicas hay conflictos, asi es la naturaleza humana y tener las herramientas para saber reconocerlos y resolverlos es fundamental). Uno de los temas que más me llamava la atención tiene que ver con las parcerias plantas plantas y platas animales. Estas parcerias tienen varias funciones en la que la polinización es la más conocida (sin los insectos, las plantas no se podrian reproducir). Pero también hay parcerias que ofrecen protección (del viento, del sol, de la erosion, de plagas, etc), otras que ayudan en la retención/drenage de agua, otras que transportan y cámbian nutrientes, otras que ayudan a arear y fijar nitrogenio en la tierra y otras que ofrecen abrigo a animales selvages y insectos, creando un excelente ambiente bio diverso.

Al final del curso, no tuvimos el certificado cómo los alumnos, pero tuvimos el privilegio de aprender la teoria de la permacultura en combinación con la práctica del laburo diario en el centro.

Y solo con cuatro dias para limpiar, ordenar y descansar, empezó el workshop de Natural Living. Y imaginen nuestra suerte, los professores son residentes en Auroville, una comunidad de 45 años en el sud de India. Y ahora imaginen nuestras caras de sorpresa cuando nos enterámos que dos de ellos son portugueses! Asi que, además del workshop donde ya aprendimos una tecnica de construcción de un horno diferente a la que aprendimos en Italia con los Sbarro, donde tuvimos una introducción al metodo de agricultura natural de Fukuoka (de quién ya hablamos y que teníamos mucho interés en aprender), danzas y musicas africanas y indianas, una otra excelente herramienta para vivir en comunidad que es la comunicación no violenta (que también se relaciona con la resolución de conflitos); también pudimos escuchar en la primera persona sobre cómo és vivir en Auroville. Y mejor, com ova a ser vivir en la nueva comunidad para donde se están mudando, en el norte de Portugal. Esta ultima parte, personalmente, me trae una imensa alegria, saber que apesar de todo el caos actual que se siente en Lisboa, todavia hay lugares en Portugal donde el caos no llega y ser sostenible no es solo una hipótisis experimental, es la realidad.

Para más información sobre permacultura, juntamos a nuestra pagina de links, una nueva sección con libros que recomendamos.

 

Consorciações | Guilds

Guilds

A vespas fazem mais do que picar, tambem caçam moscas!
Wasps do more than just sting you, they also hunt flies!

http://onestrawrob.com/?page_id=199 (ingles)

http://tcpermaculture.blogspot.com/2011/06/permaculture-guilds.html (ingles)

http://foodgrowsontrees.blogspot.com/2010/02/permaculture-guilds.html (ingles)

http://www.hortabiologica.com/2012/12/consociacao-culturas/ (portugues)

http://hortasedislates.wordpress.com/consociacoes-de-plantas/ (portugues)

http://cantinhodasaromaticas.blogspot.gr/2008/01/plantas-aromticas-em-consociaes-de.html (portugues)

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