Porque a Amarela não vem à Asia | Why Amarela is not coming to Asia | Por que Amarela no viene a Asia

Dissémos que havia tantas novidades que não cabia tudo numa só publicação, só que fiquei tão entusiasmada com tudo o que vos queria contar que não sabia por onde começar. Diz-se que pelo início é o melhor certo? Então aqui vai mas preparem-se, vão buscar um chá ou um copo de vinho porque vem aí uma daquelas crónicas…Pupo_GP-002

Parece que o nosso plano não planeado não tinha saído melhor se o tivessemos pensado mesmo, em vez de vivermos um dia de cada vez como preferimos fazer. É daquelas coisas que nos fazem pensar que, de facto, temos uma estrelinha da sorte. Quando decidimos viajar a fazer “wwoofing” sabíamos que nem sempre as nossas experiências iriam corresponder às expectativas, OLYMPUS DIGITAL CAMERAque ia ser duro para nós, meninos de cidade, trabalharmos no campo, que talvez demorasse algum tempo a habituarmo-nos aos novos ritmos das várias quintas que visitássemos. Mas até agora todas as experiências têm sido tão positivas que já vamos para a próxima a achar que agora sim vai haver problemas. Talvez um ou outro sítio nos tenham dado uma lição difícil mas até agora nada de grave. Veja-se que não disse que o trabalho é fácil, porque não é, mas dá imenso gozo. Sim, até andar a tirar ervas daninhas ao sol, levar as cabras a pastar e criar agro-florestas. Todo o trabalho que temos feito parece ter sido encomendado e temos tido várias oportunidades em experimentar tudo o que queríamos, OLYMPUS DIGITAL CAMERAdesde o trabalho com animais, agricultura biológica, agricultura natural de Masanobu Fukuoka e permacultura. Nos entretantos vamos viajando, visitamos importantes locais turísticos, conhecemos lugares que nem sabíamos que existiam e ainda conseguimos ir passando uns merecidos dias de descanso em sítios paradisíacos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAMas dentro do nosso plano não planeado e mesmo com uma estrelinha da sorte, nem tudo vai ser como imaginámos, Os planos, como as regras, parecem existir só mesmo para serem alterados. Iamos viajar durante dois anos mas já se vê que vamos demorar mais que isso. Iamos passar só 4 meses na Europa e já aqui estamos quase há 8 meses. Iamos escrever no blog todas as semanas e, bem, fazemo-lo quando podemos. Das poucas coisas que andam, lenta mas seguramente, como planeado é a nossa Amarela. Já fez 7000km a óleo vegetal usado e provou ser, de facto, praticamente indestrutível. Neste tempo teve apenas dois soluços nada graves cujas histórias podem ler aqui. Mas mesmo sendo a nossa melhor amiga e viaje connosco cheia de boas intenções ecológicas, tal como nós, não é imune nem às alterações de planos e, muito menos, às burocracias inerentes aos viajantes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPlaneámos esta primeira (e mais fácil) primeira etapa desta viagem, de Lisboa à Turquia, com três paragens para trabalhar em quintas em Itália, Grécia e Turquia. Para quem viaja sabe que não é preciso grande planeamento mesmo a viajar numa autocaravana. Nós europeus muitas vezes não nos damos conta mas o privilégico da ausência de fronteiras não existe em todo o mundo e aqui as burocracias são praticamente inexistentes. Só teríamos de nos preocupar com as escolhas das quintas e com encontrar óleo suficiente para estes primeiros passos. A segunda etapa, na Ásia, será claramente diferente e começa agora o trabalho mais chato de viajante, com a escolha dos países a atravessar e dos muitos outros que teremos de passar ao lado e a preparação dos vistos de entrada. Nada de novo até aqui mas demos de caras com a inevitável decisão sobre o que fazer com a Amarela.

pac3adses-donde-se-necesita-el-carnet-de-passage-en-douaneMeses antes de sairmos de Lisboa, sabíamos que a carrinha precisava de um documento chamado Carnet de Pasage en Douane (CPD), uma espécie de passaporte que é obrigatório em vários países asiáticos e africanos. Por mais vezes que fale disto ainda não consigo explicar clara e sucintamente a função deste documento, o melhor que consigo é isto: o CPD é um documento aduaneiro emitido unica e exclusivamente pelo automóvel club do país de origem do veículo, que permite a importação temporária de um veículo evitando ter de deixar uma caução à entrada de cada país. Serve também para garantir o pagamento das taxas de importação do veículo caso este seja vendido (o que, como podem advinhar, é a ultima coisa que queremos!). É um livrinho com várias folhas divididas em três partes, cada folha correspondente a um país diferente, que são carimbadas à entrada e à saída dos países visitados, uma cópia fica no CPD, outra na fronteira à entrada e a última na fronteira à saída. Como se isto não fosse confuso o suficiente, ainda falta falar sobre a questão do dinheiro. O CPD custa cerca de 400€, dependendo do número de folhas/países a visitar e para o emitir é necessário deixar uma caução para cobrir as eventuais tais taxas de importação. Em Portugal, a caução é três vezes o valor comercial original do veículo. Damos-lhes o nosso exemplo, uma carrinha Mercedes Benz 307D em 1984 valia cerca de 20.000€, o que implica portanto uma caução de 60.000€ . Em qualquer outro país, pode-se fazer um seguro para cobrir esta caução mas em Portugal, segundo o ACP, isso não é possível. Antes de entrar em pânico decidimos contactar o ACP, apresentar-lhes o nosso projecto e explicar que sem o apoio do ACP seria impossível avançarmos com este projecto, pelo menos como o tínhamos idealizado. Não íamos com muitas expectativas mas durante todo o processo, ouvimos várias vezes que o ACP teria todo o prazer em “fazer todos os esforços possíveis” para que o projecto fosse para a frente. Enfim, a verdade é que, mesmo depois de uma reunião com o director financeiro, os esforços possíveis não foram o suficientes, sendo o resultado final a redução do valor da caução para apenas 20.000€.

Nesta altura entrámos nas cinco fases do luto: negámos veementemente que isto nos estava a acontecer, enraivecemo-nos pela indiferença com que fomos tratados, negociámos e avaliámos as opções que nos restavam, ficámos deprimidos com o inevitável e imenso obstáculo que tínhamos pela frente e, finalmente, aceitámos que íamos mesmo ter de arrancar nesta viagem com o peso da falta de apoio do ACP e com a possibilidade de caso não conseguissemos um “padrinho” para este documento, a Amarela teria de ficar para trás.

Gritámos, chorámos, amuámos mas chegou por fim o momento de decidir e depois de sete meses na estrada sem nenhum “padrinho” que nos ajudasse, tomámos a decisão mais difícil até agora: vamos deixar a Amarela na Europa.

Mas claro que não nos rendemos! Tivémos o melhor tijolo verde até agora dos nossos amigos Maria e Alfred, tive também uma excelente oportunidade de trabalho em Lisboa (que também permitiu estar com amigos e familia!) e vamos ter ainda uma boa oportuniade para angariar fundos durante a temporada de Natal e ano novo no Re-Green, o que quer dizer que vamos ter alguns dinheiros para o resto da viagem. O Green Brick Road continua e iremos mover-nos pela Ásia com a menor pegada de carbono possível, seja de comboio, à boleia, de bicicleta ou mesmo a pé. A nossa fiel amiga fica em boas mãos e iremos recuperá-la para a terceira etapa deste projecto, na América. Mas primeiro iremos passar o inverno no nosso cantinho preferido da Grécia e preparar a etapa asiática junto à lareira com a família Re-Green. La vita è bella!Magic_world_map

Joaninha com cor

We said that there was so much to tell you that it wouldn’t fit in one post. The thing is I got so excited about what all I wanted to write that I really didn’t know where to start. They say that from the beginning is usually a good place right? So here goes, but be prepared, go and get some tea or a glass of wine because here comes one of those chronicles that are a little beyond the recommended size…

It seems our unplanned plan couldn’t have worked out better, even if we had in fact planned it instead of living one step at a time as we prefer to. It’s one of those things that really make us wonder if there’s a lucky star looking after us. When we decided to travel and wwoof, we knew that not always our expectations would be met, that it would be hard for us, city people, to work in the country fields, that it might take a while to get used to the different rhythms of the farms we visited. But so far all the experiences have been so positive that we now go for the next place thinking that soon there will be trouble. Ok maybe one place or another has given us a hard lesson but, so far, nothing too troubling. Notice that I’m not saying the work is easy, because it isn’t, but it really is a lot of fun. Yes, even weeding in the sun, taking the goats out to graze and creating food forests. All the work we have done so far seems asked for and we’ve had several opportunities to try everything we wanted to, from working with animals, to organic farming, Masanobu Fukuoka’s natural farming and even permaculture. In the meantime, we travel and visit important touristic sites, see places we didn’t even know existed and still we are able to have a few days of deserved rest in paradisiac places in between.

But within our unplanned plan and even with a lucky star, not all will be as we imagined. Plans, like rules, seem to only exist to be changed. We were travelling only for two years but we can see already that it will take longer than that. We were only spending 4 months in Europe and we’ve been here almost 8 months. We were going to update our blog every week and, well, we do it when we can. Of the things that are slowly but surely moving as planned is our Amarela. It has travelled 7000 km on waste vegetable oil already and has proved to be practically indestructible. So far it has given us only two hiccups and not really serious, you can read the stories here. But even being our best friend and travelling with us with all the best ecological intentions, like us, it is not immune to the change of plans and, even less, to the inherent paperwork that comes with travelling.

We planned the first, and easiest, stage of this journey, from Lisbon to Turkey, with three stops to work in organic farms in Italy, Greece and Turkey. For those who travel you know that for this you really don’t need a lot of planning, even if you’re travelling with a motorhome. We Europeans often do not realize but the privilege of the absence of borders doesn’t exist everywhere and so far, the travel-paperwork has been practically non-existent. All we had to worry about was choosing which farms we’d like to work with and getting enough waste vegetable oil to move around. The second stage of the journey, in Asia, will clearly be different and now the real (and boring) work will start, choosing which countries we will pass through and dealing with the correspondent visas. Nothing new so far but this will lead us to the inevitable decision of what to do with Amarela.

Months before we left Lisbon, we knew the van would need a paper called Carnet de Pasage en Douane (CPD), a kind of passport that is mandatory in several Asian and African countries. As much as I explain and talk about this I still cannot explain clearly and shortly the function of this document, the best I can do is this: the CPD is a customs document issued exclusively by the auto club of the country where the vehicle is registered in. It allows the temporary importation of a vehicle without having to leave a cash deposit at the border when entering the country, and also it serves as a guarantee that the taxes and fees of the importation of the vehicle are covered, should this vehicle be sold while visiting a country (which, as you may have guesses, is the last thing we want!). It’s a little book with several sheets, each sheet corresponds to one country and they are to be stamped at the entrance and exit of a country. They are divided in three sections, one copy to remain with the CPD, the other with customs at the entry border and the last with the exit border. As if this is not confusing enough, there is still the money part. In Portugal, the CPD costs about 400€, depending on the number of pages/countries to be visited and, also, you still need to leave a deposit with the auto club to cover the import taxes, should it be needed. Also in Portugal, the deposit should be three times the original commercial value of the vehicle. As an example, Amarela is a Mercedes Benz 307D that in 1984 had a commercial value of around 20.000€, which means a deposit of 60.000€. As far as we know, in any other country you can make an insurance to cover this deposit, but according to the Portuguese Auto Club, in Portugal that is not possible. Before we panicked, we decided to contact the ACP and present to them our project, explaining that, obviously, without their support, our project would never happen, at least not as we had envisioned it. Our hopes were not that high but all through the process we kept hearing that of course the ACP would do “all the possible efforts” to make sure our project hit the road. Alas, the truth is that even after meeting with the financial director, all the possible efforts of the ACP were not enough, the end result being the reduction of our deposit to only 20.000€.

At this point we entered fully on the five stages of mourning: we strongly denied this was happening, we were enraged by the indifference with which we were received, we negotiated and evaluated the options that we still had, we were depressed with the inevitable and huge obstacle ahead and, finally, we accepted that this journey would indeed start as planned, even if weighted down by the lack of support from the ACP and the possibility that, unless we could somehow find a big sponsor that would help us with this document, Amarela would have to stay behind at some point.

We screamed, cried, sulked but finally the time has come to decide and after seven months on the road and still without our big sponsor, we made the hardest decision so far: Amarela will stay in Europe.

But of course we do not give up! We’ve had the best green brick so far from our good friends Maria and Alfred, I’ve also had a good job opportunity in Lisbon (which also made it possible to see friends and family!) and we’re about to have a great opportunity to raise more funds at Re-green, with the coming winter season holidays. This means that we’ll be able to raise some money for our next moves. The Green Brick Road continues and we’ll move around Asia with the lowest carbon footprint we can, be it by train, bicycle, hitchhiking or even on foot. Our faithful friend stays in good hands and we will come back for it for the third part of our project, in America, But first, we will spend the winter on our favorite corner of Greece and prepare for the coming exciting times in Asia, by the fire with the Re-Green family. La vita è bella!

Joaninha com cor

Dije que teniamos tantas novedades que no alcanzava una sola publicación, pero estaba tan entusiasmada con todo lo que queria contar que no sabia ni por donde empezar. Se dice que por el início es mejor no? Bueno, entonces aqui va pero les aviso que se preparen, vayan a buscar un té o quizás una copa de vino, porque ahi viene una de aquellas cronicas que pasan un poco de la dimension de lectura recomendada…

Parece que nuestro plan no planeado no podria salir tan bien si lo huvieramos pensado en serio, en vez de vivir un dia de cada vez como hacemos. Es de aquellas cosas que nos hace pensar que debemos tener una estrella de la suerte. Quando decidimos viajar y hacer “wwoofing” sabiamos que ni siempre nuestras experiencias iban a cumplir con nuestras expectativas, que iba a ser dificil para nosotros, chicos de ciudad, trabajar en el campo, que quizás llevaria tiempo en acostumbrarse a los ritmos distintos de las quintas que visitaramos. Pero hasta ahora las experiencias han sido tan positivas que ya seguimos para la proxima pensando que ahora si, vamos a tener problemas. Tal vez uno o otro lugar nos han dado una lección un poco más dura pero hasta ahora, nada de extraordinario. Vean que no dije que las tareas son faciles, por que no lo son, pero dan muchissimo placer. Si, hasta sacar hierbas malas al sol, sacar las cabras al campo y crear agro-forestas. Todo el trabajo que hemos hecho parece encomendado, hemos tenido muchas oportunidades de probar todo lo que queriamos, desde el trabajo con animales, la agricultura orgánica, la agricultura natural de Masanobu Fukuoka y, obvio, la permacultura. Mientras tanto vamos viajando, visitamos lugares turisticos importantes, conocemos otros lugares que ni sabiamos que existian y todavia hemos tenido unos dias de merecido descanso en lugares paradisiacos.

Pero mismo dentro de nuestro plan no planeado y aunque tengamos una estrella de la suerte, ni todo va a ser como lo imaginamos. Los planes, como las reglas, parecen existir solo para que se cambien. Empezámos por decir que ibamos a viajar dos años, pero ya se ve que vamos a llevar más tiempo. Nos ibamos a quedar en Europa solo 4 meses y ya vamos en casi 8 meses. Ibamos a escribir en el blog todas las semanas y, bueno, lo hacemos cuando se puede. De las pocas cosas que van lenta pero seguramente como planeado es nuestra Amarela. Hasta ahora ya hizo 7000 km a aceite vegetal usado y probó ser practicamente indestructible. En todo este tiempo solo nos dió dos preocupaciones pero nada graves, pueden leer las historias aqui. Pero aunque sea nuestra mejor amiga y viaje con nosotros llena de buenas intenciones ecologicas no es, tal como nosotros, inmune a los cambios de planes y, mucho menos, a las burocracias inherentes a los viajeros.

El plan de esta primera (y más facil) etapa del viaje, de Lisboa a Turquia, lo hizimos con tres paradas para trabajar en quintas en Italia, en Grecia y en Turquia. Para los que viajan saben que para esto no es necesario mucho plan, aunque se viaje con una casa rodante. Nosotros, europeos, muchas veces no nos damos cuenta pero el privilegio de la ausencia de fronteras no existe en todo el mundo y, hasta ahora, las burocracias fueron practicamente no existentes. Solo habia que preocuparse con las quintas a elegir y de juntar el aceite vegetal necesario para estos primeros pasos. La segunda etapa del viaje, por Asia, sera muy distinta y recién ahora empieza el trabajo del viajero (y si, el más aburrido) con la elección de paises que vamos a visitar, de los otros tantos que no vamos a ver y preparar las aplicaciones para los vistos. Hasta aqui nada de nuevo pero ahora nos enfrentamos con la inevitable decisión de que hacer con Amarela.

Meses antes de la salida de Lisboa, sabiamos que la camioneta iba a necesitar de un documento llamado Carnet de Pasage en Douane (CPD), una especie de pasaporte que es obligatorio en varios paises asiaticos y africanos. Por más que hable de esto todavia no puedo explicar clara y resumidamente la función de este documento, lo mejor que logré es esto: el CPD es un documento aduanero emitido exclusivamente por el automovil club del pais de origen y que permite la importación temporaria del vehiculo sin tener que dejar una fianza en la frontera de cada pais. Tambien sirve como garantia del pagamento del total de las tasas de importación del vehiculo en el caso que sea vendido (que, como pueden adivinar, es lo ultimo que queremos!). Es un librito con varias hojas divididas en tres partes, cada hoja corresponde a un pais diferente que son selladas a la entrada y a la salida de los paises visitados, una copia queda en el CPD, otra en la aduana a la entrada y otra en la aduana a la salida. Como si esto no fuera complicado el suficiente, todavia falta hablar del tema de la plata. El CPD cuesta cerca de 400€ en Portugal, dependiendo del numero de hojas/paises a visitar y para su emisión es necesario dejar una fianza para el eventual pagamento de las dichas tasas de importación. En Portugal, esta fianza es de tres veces el valor comercial original del veiculo. Les damos nuestro ejemplo, una camioneta Mercedes Benz 307D en 1984 costaba casi 20.000€, lo que significa una fianza de casi 60.000€. En qualquier otro pais, se puede hacer un seguro que cubra la fianza pero en Portugal, y segun el Automovil Club de Portugal (ACP), esto no es posible. Antes de entrar en pánico decidimos contactar el ACP y presentarles nuestro proyecto, explicando que sin su apoyo seria imposible avanzar con los planes que teniamos, por lo menos no como lo habiamos imaginado. No teniamos muchas expectativas pero en todo este proceso escuchamos varias veces que el ACP teria todo el gusto en ayudarnos y “harian todos los esfuerzos posibles” para que el proyecto fuera para adelante. La verdad es que, mismo después de nos reunirmos con el director financero, los esfuerzos posibles no fueron suficientes y el resultado final fue una reducción del valor de la fianza para solo 20.000€.

Llegando a este punto, entramos en las cinco etapas del luto: nos niegámos que esto nos estaba pasando, nos enojamos con la indiferencia con que nos trataron, negociamos y evaluamos las opciones que nos quedaban, nos deprimimos con el inevitable y imenso obstaculo que teniamos adelante de nosotros y, por fin aceptamos que ibamos a empezar este viaje con el peso del rechazo del ACP y con la posibilidad de, caso no lograramos encontrar un “padrino” para este documento, la Amarela tenia qu quedarse para tras.

Gritámos, llorámos, nos pusimos de mal humor pero al fin llego el momento de decidir. Y después de 7 meses en la ruta y sin ningún padrino a la vista, tomamos la decisión más dificil hasta ahora: la Amarela se queda en Europa.

Pero obviamente no nos rendimos! Tuvimos el mejor ladrillo verde hasta ahora de nuestros amigos Maria y Alfred, tuve también una excelente oportunidad de trabajo en Lisboa (que también permitió visitar la familia y amigos!) y ahora vamos a tener una buena oportunidad para recaudar fondos en la temporada de invierno en el Re-Green, lo que significa que vamos a poder juntar alguna plata para el viaje. El Green Brick Road sigue su camino y nos vamos a mover por Asia con la menor huella de carbono posible, sea de tren, bicicleta, a dedo o mismo a pie. Nuestra fiel compañera queda acá en buenas manos y la vamos a recuperar para la tercera etapa de este proyecto, en America. Pero primero viene el invierno en nuestro rincón preferido de Grecia y la preparación de la etapa asiatica junto a la estufa con la familia Re-Green. La vita è bella!

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One thought on “Porque a Amarela não vem à Asia | Why Amarela is not coming to Asia | Por que Amarela no viene a Asia

  1. Silvina

    hasta la victoria siempre hermanos…vamos ,vamos
    !!!

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