Um ano na estrada! | One year on the road! | Un año en la ruta!

Amarela_JoAna“A realidade é que fomos dar a volta ao mundo. Inocentemente a volta ao mundo. Trocámos a nossa casa de cimento por um micro apartamento de cinco metros quadrados e um trabalho estável por uma vida instável mas mais intensa. Uma pessoa só se pode arrepender do que não fez, jamais do que tentou, mesmo que não tenha funcionado. Mesmo que seja o pior dos nossos fracassos.”

In El Libro de la Independência, Pablo Rey y Anna Callau

 

 

6 de Abril 2013

Cais das Colunas em Lisboa, meio dia. Foi assim que combinámos a saída. Não parece real, parece que vamos só ali dar uma volta e já voltamos. Só os corações apertados, os nós no estômago e os abraços muito fortes dos que vieram ver a Amarela a partir é que denunciam que estamos mesmo prestes a sair. Com a musica a tocar bem alto (La Vuelta al Mundo dos Calle 13), com sorrisos nervosos e até algumas lágrimas, atravessámos a ponte sobre o Tejo em direcção ao desconhecido. Enfim, até Grândola, onde parámos a primeira noite, mas o desconhecido veio logo depois. O Leandro concentrado no caminho à nossa frente e eu a ler passagens do livro do Pablo e da Anna que tanto nos inspirou, lá fomos nós. (…)

gbr_goodbye

 

6 de Abril 2014

A Amarela contava com 231 223km e tínhamos os nossos depósitos de óleo vegetal usado cheios até ao topo. Aliás, como o pequeno Martim comentou e bem, toda a carrinha estava cheia até ao topo, com coisas que pensávamos serem necessárias e outras “só para o caso”. Atravessámos Portugal, Espanha, França e Itália até chegarmos à primeira paragem oficial do GBR no Salento, sul de Itália. Sete semanas depois chegámos à Grécia, onde íamos visitar o eco centro cultural Re-Green durante uns três dias e acabámos por ficar três meses. Em Setembro agarrámos em nós e na nossa Amarela e seguimos caminho para a Turquia. Depois de quatro curtas semanas na Turquia decidimos mudar de planos. É um país que claramente precisa de mais tempo para explorar mas dadas as circunstâncias não pudémos ficar mais tempo. Em vez disso, decidimos voltar para trás para a Grécia e o nosso cantinho no Re-Green para passar o inverno. Precisamos de tempo para reestruturar o projecto que foi inevitavelmente alterado com a confirmação que a Amarela não pode vir connosco à Asia. Assim, depois de 7mil lentos mas certos quilómetros, aqui estamos de novo na Grécia. Durante todo este caminho rimos, chorámos, conversámos, contemplámos, discutimos, brincámos, explorámos, lemos, e às vezes até nos surpreendemos. Agora estamos plenamente confiantes com a que foi melhor decisão das nossas vidas, talvez mais ainda do que quando saímos. Como diz o Pablo “ Os quilómetros engordam o espirito”. Só tenho pena de uma coisa, de não ter começado esta viagem anos antes. Mas como tudo, as coisas acontecem quando têm de acontecer e estamos felizes por estarmos aqui agora.

Greece-TurkeyOLYMPUS DIGITAL CAMERAWinter at the mountainsSnowOLYMPUS DIGITAL CAMERAHard life at Re-GreenGreece-TurkeyOLYMPUS DIGITAL CAMERADedetepeGreece-TurkeySeliana SummerAthina!Seliana SummerBeach dayΕλλάδαFornoHPIM0086PupoFornoexaustosCampolisioPortugal - ItaliaPortugal - Italia

Mas a estrada é apenas uma parte da nossa viagem. Vamos acumulando muito mais do que quilómetros e carros a buzinar furiosamente atrás da Amarela. Estamos a aprender mais sobre esta nova vida rural e verde do que pensámos ser possível em apenas um ano. Aprendemos a trabalhar com materiais naturais como a madeira, palha, barro, aprendemos a ver potencial no desperdício e ser criativos com o que antes pensávamos ser “apenas lixo”. Aprendemos a cuidar de cabras, vacas, burros, galinhas, patos, cães, gatos e todo o tipo de insectos e bichezas do jardim, necessários para uma horta saudável. Aprendemos a semear, plantar, transplantar, a regar, a tirar ervas daninhas, a colher frutos, a podar, a preparar as hortas, a organizar sementes, basicamente, aprendemos a viver Permacultura. E se antes de sairmos não sabiamos sequer explicar bem o que era isso, agora já o temos incorporado em nós. Permacultura é um sistema de design sustentável holístico. Pode ser aplicado num pequeno vaso, numa horta inteira, num jardim, numa casa, numa aldeia, numa vila ou numa cidade. É uma filosofia de vida pelo qual estamos apaixonados, tudo trabalha em conjunto para o benefício de todos (parece bastante politico mas quão politicas podem ser as plantas?). Estamos a viver a vida que procurámos, mesmo quando às vezes as experiências se apresentam, à nossa frente de forma diferente à que esperávamos, somos capazes de tirar o melhor delas e sentirmo-nos realizados que estamos a fazer a nossa pequena parte em contribuir para esverdear este mundo, or pelo menos, este pequeno pedaço de paraíso no meio das montanhas. E se vocês que estão a ler isto pensam que temos poderes especiais ou uma fada madrinha ou uma caixa forte como o Tio Patinhas, pensem de novo. A única coisa que é precisa para tornar os vossos sonhos realidade é realizá-lo. Fácil J e mesmo que falhem, pelo menos tentaram e já podemos garantir por experiência própria que o Pablo tem a razão, uma pessoa não se pode arrepender do que tentou, mesmo que falhe. Por cada árvore plantada deixamos um pequeno tijolo verde e por isso, já valeu a pena.

 

OBRIGADO Oilybits, WWOOF, OVEuropa, LX Battery, Fábrica de Aventura, Lisboa en Tango, Ambas as Duas, Bem Bom, ATG, Rodrigo, Adrian, André, Pedro, Berkay, Dulce, Manuel, Pedro, Carla, Inesissima, Blanca, Oscar, Silvina, Emelyn, Malagueña, Nicha, Abel, Josemaria, Diogo, Nádia, Cata, Bruno, Inês e Eva, Martinha, Catarina, Sara, Bruno, Inês, Daniel, Fernando, Julie, Nina, Juan, Raquel, Graciana, Luna, André, Ema, Carlos, Sofia e Martim, Ana, Nelson, Pedro, Joana, Isabel, Mariana, Nuno, Alfred, Maria, Don, Barbara, Eira, Andrea, Mabli, Toli, Heron, Sonia, Marco, Nunzia, Angelo, Nick, Maggie, Flavio, Ruli, Flery, Christos, Hlektra, Cal, Steven, Chenny, Mohammad, Shereen, Kayan e a todos que vêm connosco nesta Estrada de Tijolos Verdes, pela inspiração que nos acompanha todos os dias, pelos tijolos verdes que nos permitem estar aqui, por acreditarem em nós e nos apoiarem incondicionalmente, mesmo que achem que somos um bocadinho estranhos por querermos viver numa carrinha em parte incerta para trabalhar no campo e sermos mais ecológicos.

Parabéns Green Brick Road!

 

Joaninha com cor

“The truth is we’ve gone for a ride about the world. Innocently, around the world. We swapped our cement house for a micro apartment of 5 square meters and a stable job for an unstable but intense life. One can only regret what one hasn’t done and never of what one has tried, even if it didn’t work, even if it is the worst of failures.”

In El Libro de la Independência, Pablo Rey y Anna Callau

 

6th of April 2013

Cais das Colunas in Lisbon, at noon. This was how we arranged our departure. It doesn’t feel real, it seems like we’re just going around for a ride and we’ll be right back but the tightness in our hearts, the knots in our stomachs and the strong hugs from those who came to see Amarela off, tell us that this is it and we are really about to go. We had the music playing really loud, nervous smiles on our faces and even some tears, when we crossed the bridge over the Tagus on our way to the unknown. Well, on our way to Grândola at least, where we stayed our first night, but the unknown came right after that. Leandro focused on the road ahead of us and I was reading passages from Pablo and Anna’s book that so much inspired us, and there we went. (…)

 

6th of April 2014

 Amarela started with 231 223km and we had our oil tanks full to the top. In fact, as little Martin point out correctly, the whole van was full to the top, both with stuff that we thought would be absolutely necessary and others that were “just in case”. We crossed Portugal, Spain, France and Italy until we reached the first official stop of the Green Brick Road in Salento, southern Italy. 7 weeks later we reached Greece, where we were going for a three-day visit to an eco-culture center called Re-Green and ended up staying for three months. In September, we got ourselves together, set up Amarela and moved on to Turkey. After four very short weeks in Turkey we decided to change our plans. It’s a place that clearly needs more time to explore but under our circumstances we could not stay longer. Instead, we decided to double back to Greece and our corner at Re-Green for the winter. We needed some time to restructure our project since it was inevitably changed with the confirmation that Amarela cannot come with us to Asia. So, after 7000km of slow but steady pace here we are again in Greece. Through all this way we laughed, cried, talked, contemplated, argued, played, read and sometimes even surprised ourselves. Now, we are still very confident with what was the best decision of our lives, if not more. As Pablo says “the kilometers fatten the spirit”. I’m only sorry for one thing, that we didn’t start this journey years ago. But like everything, things happen when they have to happen and we are overjoyed to be here, living our new uncertain but so beautiful life.

 

But the road is only a part of this quest. We have accumulated much more than just kilometers and cars beeping furiously behind Amarela. So far we have learned much more about this new rural and green life that we though possible in just one year. We have learned about natural building using materials like straw, clay, wood, we see potential in waste and are able to be creative with what before we discarded as “just rubbish”. We learned to care for goats, cows, donkeys, chickens, ducks, dogs, cats and all sorts of bugs and animals of the garden, essential for a healthy vegetable garden. And sometimes at the expense of a very patient farmer, we also learned to sow, plant, transplant, water, weed, harvest, trim, set up the vegetable beds, organize seeds and basically just live Permaculture. And if before we could not really explain what this was, we now have it incorporated in us. A sustainable and holistic design system that can be applied in a single vase, a vegetable bed, a garden, a house, a village, a town or a city. A life philosophy that we are in love with, everything works together for the benefit of everyone and everything (it sounds very political but how political can plants be?). We are living the life we sought, even if sometimes the experiences present themselves in ways we did not expect, we’re able to make the best of them and feel rewarded that we are doing our very little part in re-green the world, or at the moment, this little patch of paradise in the middle of the mountains. And if you, who are reading this, think that we must have special powers, a fairy godmother or a vault like Scrooge, think again. All it takes to make your dream come true is to go for it. Easy J and if you fail, at least you tried and we can already guarantee that Pablo is right, you can never regret something you tried, even if it fails. For every tree we plant we leave behind a small green brick and, for that, it’s already worth it.

THANK YOU Oilybits, WWOOF, OVEuropa, LX Battery, Fábrica de Aventura, Lisboa en Tango, Ambas as Duas, Bem Bom, ATG, Rodrigo, Adrian, André, Pedro, Berkay, Dulce, Manuel, Pedro, Carla, Inesissima, Blanca, Oscar, Silvina, Emelyn, Malagueña, Nicha, Abel, Josemaria, Diogo, Nádia, Cata, Bruno, Inês e Eva, Martinha, Catarina, Sara, Bruno, Inês, Daniel, Fernando, Julie, Nina, Juan, Raquel, Graciana, Luna, André, Ema, Carlos, Sofia e Martim, Ana, Nelson, Pedro, Joana, Isabel, Mariana, Nuno, Alfred, Maria, Don, Barbara, Eira, Andrea, Mabli, Toli, Heron, Sonia, Marco, Nunzia, Angelo, Nick, Maggie, Flavio, Ruli, Flery, Christos, Hlektra, Cal, Steven, Chenny, Mohammad, Shereen, Kayan and to all that are coming with us on this Green Brick Road, for the inspiration that is with us every day, for the green bricks that allow us to be here, for believing in us and support us unconditionally, even if you think we are a little weird for wanting to live in motorhome in an unknown place, to work in farms and be more ecological.

Congratulations Green Brick Road!

 

Joaninha com cor

“La realidade es que salimos a dar una vuelta por el mundo. Inocentemente, la vuelta al mundo. Cambiámos nuestra casa de cemento por un micropiso de cinco metros cuadrados y un trabajo estable por una vida inestable pero más intensa. Uno solo puede arrepentirse de lo que no hizo, jamás de lo que intentó aunque nunca haya funcionado.Aunque haya sido el peor de nuestros fracasos.”

In El Libro de la Independência, Pablo Rey y Anna Callau

 

6 de Abril 2013

Cais de las Columnas en Lisboa al medio dia. Fue asi que arreglamos la salida. No parece real, parece que vamos solo hasta alli y ya volvemos pero los corazones apretados, los nudos en el estomago y los abrazos fuertes de los que vinieron a ver la Amarela partir denuncian que de verdad que estamos por salir. Con la musica bien alta, con sonrisas nerviosas en nuestras caras e hasta algunas lagrimas, atravesamos la Puente sobre el Tejo en dirección al desconocido. Bueno, hasta Grandola donde pasamos la primera noche pero el desconocido fue justo después de eso.

Leandro enfocado en el camino adelante nuestro y yo leyendo passages del libro de Pablo y Anna que tanto nos inspiro, allá fuimos. (…)

 

6 de Abril 2014

La Amarela empezó con 231 223km y teníamos nuestros tanques de aceite vegetal usado llenos hasta arriba. En realidad, como el pequeño Martin comentó y bien, toda la camioneta estaba llena hasta arriba, con cosas que pensábamos ser necesárias y otras “por las dudas”. Atravesámos Portugal, España, Francia y Italia hasta llegar a la primera parade ofical del GBR en el Salento, sur de Italia. Siete semanas después llegamos a Grecia, donde ibamos a visitar un eco-centro cultural por trés dias y terminamos quedando unos trés meses. En Septiembro agarramos en nosotros y nuestra Amarela y seguimos camino hacia Turquia. Después de cuatro cortas semanas en Turquia decidimos cambiar de planes. Es un pais que seguramente necessita más tiempo para explorar pero en nuestras circunstáncias no pudimos quedarnos más tiempo. Decidimos volver para Grecia y nuestro rincón en Re-Green para pasar el invierno. Necesitamos tiempo para reestruturar el proyecto que inevitablemente cambió con la confirmación que Amarela no puede venir con nosotros a Asia. Asi, después de 7mil lentos pero ciertos kilometros, acá estamos de nuevo en Grecia. En todo este camino nos reimos, lloramos, conversamos, observamos, discutimos, jugámos, exploramos, leyemos, y muchas veces nos sorprendimos. Ahora estamos totalmente confiantes con la major decision de nuestras vidas hasta ahora, tal vez hasta más ahora que quando salimos. Como dice Pablo “los quilometros engordan el espiritu”. Solo me dá lastima una cosa, de no haber empezado este viaje hace años. Pero como todo, las cosas pasan quando tienen que pasar y estamos felices de estar aqui ahora.

 

Pero la ruta es solo una parte de este viaje. Estamos acumulando mucho más que kilometros y autos bocinando furiosamente detrás de la Amarela. Aprendimos más sobre esta nueva vida rural y verde de lo que pensabamos ser possible en un año. Aprendimos mucho sobre construction natural utilizando materiales como la madera, la paja y el barro, aprendimos a ver potencial en el desperdicio y a ser creativos con lo que antes descartábamos como “solo basura”. Aprendimos a cuidar de cabras, vacas, burros, gallinas, patos, perros, gatos y todo el tipo de insectos y bichos del jardin, necesarios para una huerta saludable. Muchas veces al costo de un paciente agricultor, aprendimos a sembrar, plantar, transplantar, a regar, a sacar hierbas malas, a podar, a preparar las huertas, a organizar las semillas y, basicamente, a vivir Permacultura. Y si antes de salir no sabiamos ni siquiera explicar bien lo que era eso de la Permacultura, ahora ya lo tenemos incorporado en nosostros. Un sistema de design holistico y sostenible que puede ser utilizado en una pequeña maceta, una huerta, un jardin, una casa, una aldea o en una ciudad. Una filosofia de vida por la cual estamos enamorados y donde todo trabaja en conjunto para el beneficio de todos (parece bastante politico pero cuanto de politicas pueden ser las plantas?!) Estamos vivendo la vida que buscámos y aunque a veces las experiencias se presentan adelante nuestro de una forma que nos esperábamos, somos capaces de sacar lo mejor de ellas y sentirnos realizados por estar haciendo nuestra pequeña parte en darle más verde este mundo, o por lo menos a este pequeño pedazo de paraiso en el medio de las montañas.

Y si ustedes que están leyendo esto piensan que tenemos algun poder especial o una hada madrina o una caja fuerte como el Tio Rico, piensen de nuevo. La unica cosa que es necesaria para tornar nuestros sueños en realidad es hacerlo. Facil J y aunque no lo logren, por lo menos intentaron y ya les podemos decir por experiencia que Pablo tiene razón, uno jamás se puede arrepentir de algo que intentó, aunque sea un fracaso. Por cada árbol que plantamos dejamos un pequeño ladrillo verde y, solo por eso, ya valio la pena.

 

GRACIAS Oilybits, WWOOF, OVEuropa, LX Battery, Fábrica de Aventura, Lisboa en Tango, Ambas as Duas, Bem Bom, ATG, Rodrigo, Adrian, André, Pedro, Berkay, Dulce, Manuel, Pedro, Carla, Inesissima, Blanca, Oscar, Silvina, Emelyn, Beto, Malagueña, Nicha, Abel, Josemaria, Silvia, Tato, Tomás, Diogo, Nádia, Cata, Bruno, Inês e Eva, Martinha, Catarina, Sara, Bruno, Inês, Daniel, Fernando, Julie, Nina, Juan, Raquel, Graciana, Luna, André, Ema, Carlos, Sofia e Martim, Ana, Nelson, Pedro, JoAna, Isabel, Sul, Anne, Mariana, Noemie, Adar, Nuno, Silvina, Laura, Saca, Omelio e Flia, Alfred, Maria, Don, Barbara, Eira, Andrea, Mabli, Toli, Heron, Sonia, Marco, Nunzia, Angelo, Nick, Maggie, Flavio, Ruli, Flery, Christos, Hlektra, Cal, Steven, Chenny, Mohammad, Shereen, Kayan y a todos que están con nosotros en esta Ruta de Ladrillos Verdes por la inspiración que nos acompaña todos los dias, por los ladrillos verdes que nos permiten estar aqui, por creer en nosotros y nos apoyaren sin condicion, aunque piensen que somos medio raros por querer vivir en una camioneta en lugares desconocidos para trabajar en el campo e vivir más ecologicamente.

Felicitaciones Green Brick Road!

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