Ganhar fôlego | Catching our breath

Com a chegada da Aurora, vamo-nos habituando a um novo ritmo. Estamos apaixonados por esta pequenina que nos encheu os corações e estamos mais determinados que nunca em seguir por esta estrada mais verde. Com alguns altos e baixos como todas as recém formadas famílias, queremos o melhor início de vida para a Aurora. Continuamos a viver nas montanhas do Peloponeso na Grécia, numa aldeia que nem vem no mapa, onde o ar é puro, a Natureza é explosiva e o silêncio ensurdecedor. Vivemos numa mini comunidade em formação onde, com todas as diferenças que nos fazem indivíduos únicos, os objectivos são os mesmos, estamos juntos nesta viagem pela sustentabilidade ambiental.

Assim, para ganhar fôlego para a próxima etapa desta Green Brick Road, vamos revendo o que nos inspirou a mudar de vida, o que nos faz trabalhar para a terra sem hesitar e a troco apenas de saber que estamos de olhos abertos a fazer o que podemos com tudo o que temos.

Joaninha com cor

With the arrival of Aurora we are getting used to a new rhythm. We are in love with this little girl that has filled our hearts and we are more determined than ever to travel down this green road. With the ups and downs of any newly formed family, we also want to best start for Aurora. We are still living in the Peloponnese mountains in Greece, in a little village that is not even on the map where the air is pure, the Nature is explosive and the silence deafening. We live in a tiny but growing community where, with all the differences that make us unique individuals, our goals are the same and we are together in our journey towards environmental sustainability.
So, to catch our breath for the next stage of this Green Brick Road, we look again into what first inspired us to change our lives, into what makes us work for the earth without hesitation and in exchange only of the knowledge that we have our eyes open and we’re doing what we can with all that we have.

 

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Mini viajante a caminho! | Mini traveler on the way!

migalha a caminho

Muitos de vocês poderão estar a pensar o que será feito daqueles da carrinha certo? Se não estão então andam mais distraídos do que nós, já que não temos tido isto propriamente actualizado.

A verdade é que ter um blog é, claramente, toda uma profissão que eu subestimei francamente. Para quem está a viajar e a trabalhar como voluntário no meio das montanhas, não nos faltam nem as aventuras e desventuras nem a vontade de as partilhar. Mas resta-me pouco tempo para estar sentada ao computador e de facto fazê-lo (ah que vergonha eu sei…) Especialmente se a internet que temos funciona a um nível de lentidão que poucos acreditam ainda existir… Lembram-se quando os modems faziam barulho a ligar? ttiiiiimmmmm mmmmm blim blim vrrrrrrrrr…. e fazer upload de 10 fotografias demorava uma noite inteira? É mesmo (mesmo!) assim, o que é bastante desmotivador. Vá, o modem não faz tanto barulho mas demoro mesmo uma noite a fazer uploads.

E como se tudo isto não fossem obstáculos suficientes à nossa correcta vida de bloggers, há uns meses o nosso mundo virou-se de pernas para o ar. Uma pequena linha azul num pauzinho de plástico mudou as nossas vidas e soubemos a melhor notícia de sempre! Demorou-nos a estar prontos a partilhar, principalmente porque ainda nos estávamos a habituar à ideia e a preparar a nova alteração de planos. Sim, mais uma alteração de planos. Parece que o que fazemos mais nesta viagem é alterar os planos, de tal forma que o que recomendamos a todos os viajantes é: não façam planos. É divertido imaginar como será a viagem e eventualmente dará uma sensação (falsa) de segurança por ter “um plano”. Mas provavelmente não vai correr como pensavam e ainda bem! Descobrimos que ao viver de mente aberta e positiva o mais provável é que o que aparecerá pelo caminho irá superar qualquer expectativa ou plano que se pudesse ter!

Assim, o Green Brick Road e os seus viajantes deveras hormonais e emocionados, orgulham-se de anunciar que haverá em breve um novo integrante! O novo mini viajante aparecerá na estrada lá para Março e iniciará a sua viagem rumo a um mundo sustentável começando pela Grécia! Wooohooo! Estamos muito felizes!!

(ps. Obrigada Joana pela ajuda com a imagem!)

Joaninha com cor

So many of you may be wondering what happened to those guys in the van, right? If you’re not, then you’ve been more dizzy than we have, since we haven’t really kept things updated!

The truth is having a blog is, clearly, a proper job which I have clearly underestimated. For people who are traveling and working as volunteers in the middle of the mountains, we are really not lacking on adventures and misadventures nor the will to share them. But we are left with very little time to be sat at the computer to actually do it (oh the shame I know…). Especially if the internet we have to work with is at an incredibly slow speed that many cannot believe still exists… Do you remember when the modems made that sound when connecting? ttiiiiimmmmm mmmmm blim blim vrrrrrrrrr…. and to upload 10 photos took you all night? Well, it’s like that (really) which is quite discouraging. Ok, so maybe the modem isn’t that noisy but it still takes a whole night to upload photos.

And as if these were enough obstacles to our correct life as bloggers, a few months ago our world turned upside down. A blue line on a plastic stick changed our lives and we had the best news ever! It took us a while to share it here, mainly because we were still getting used to the idea and setting up the new change of plans. Yes, yet another change of plans. It seems that what we do more in this journey is changing our plans, in such a way that what we recommend to any aspiring traveler is: do not make plans. It’s fun imagining how the journey will be like and it may even seem to give you a (false) sense of security because you have “a plan” but most likely it will not happen as you thought and that’s great! We found that by keeping an open and positive mind, what will probably turn up on your path will overcome any expectations or plans you could have!

So, the Green Brick Road and its hormonal and emotional travelers are proud to announce that there will be a new member soon! The new mini traveler will join the road sometime in March and will begin it’s journey towards a sustainable world starting in Greece! Wooohooo! We’re thrilled!!

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Agro floresta – um ano depois | Food forest – one year after

DedetepeViver ecológicamente é um processo de transição que demora, não é feito de um dia para o outro. Esta foi uma das maiores lições que aprendemos com esta viagem… O projecto que achávamos que íamos concretizar em apenas dois anos transformou-se num projecto de vida. Escolhemos manter-nos fiéis à nossa decisão de mudar de vida, de aprendermos a viver de uma nova maneira, sustentável, ecológica, mais do que cumprir com o prazo que propusemos…

Vamos experimentando um pouco de tudo enquanto vivemos de facto mais perto da natureza, desde comidas diferentes e saudáveis à redução do consumo de recursos (àgua, energia eléctrica, combustíveis, etc). Vamos trabalhando muito em agricultura biológica e permacultura mas somos realistas e sabemos que gerir um jardim, uma horta ou uma agro-floresta é um longo processo de aprendizagem e, embora tenhamos aquela dose de ingenuidade saudável que nos faz continuar a querer aprender, também sabemos que não é em dois anos que se aprende tudo. Nesse tempo tem-se, no entanto, uma boa introdução ao tema.

Dedetepe - beforeFaz agora um ano que estivemos na Turquia, numa quinta anfitriã WWOOF e parte da organização ecológica Buğday. Juntamente com outros 12 voluntários e movidos a energia Mohammad, o coordenador que nos pôs todos a trabalhar juntos como uma equipa e nos fez acreditar no potencial de um pedaço de terreno na quinta que não tinha nada senão oliveiras e terra seca, seca, seca e cheia de pedras… Juntos criámos um projecto de uma agro-floresta, escavaram-se swales, preparam-se hortas de hügelkultur, plantas pioneiras fixadoras de nitrogénio (ervilhas, feijões, trevo branco, etc) foram semeadas e atiradas para o terreno em forma de bolas de sementes, construiu-se uma vedação ao estilo tradicional da zona com madeiras entrelaçadas, encontradas na floresta. 

Foram umas semanas intensas, muito trabalho físico, idas ao bazaar para as compras de abastecimento da quinta, muitas trocas de ideias e muitas, muitas gargalhadas, musica e boas conversas. Estavam pessoas de todo o mundo, franceses, alemães, americanos, turcos, escoceses, palestinianos e até uma portuguesa e um uruguayo.

Dedetepe - 1 year after

Foi duro mas foi dos trabalhos mais recompensadores que fizémos. Fomos embora de coração cheio e orgulhosos por termos podido dar as nossas mãos para este projecto.

Obrigada ao Mohammad que nos motivou a todos e fez este projecto acontecer. E obrigada de novo por um ano depois nos mostrar o que as nossas mãos fizeram e como o “nosso” projecto de agro-floresta cresce!

Vejam as fotografias e videos aqui – http://bit.ly/1twEMeb

 

 

Joaninha com cor

To live ecologically is a transition process that takes its time, it’s not done overnight. This is one o fthe most important lessons we have learned on this journey… The project we thought we could accomplish in only two years has become a life project. We choose to stay truer to our decision to change our lives, to learn how to live in a new way, a sustainable and ecological way, more than to fulfill the deadline we had proposed…

We experiment with a little of everything as we actually live closer to nature, from eating different and healthier food to the reduction of the use of resources (water, electrical power, fuels, etc). We’re working hard on organic farming and permaculture but maintaining a realistic perspective, knowing that to manage a garden, a vegetable garden or a food-forest is a long learning process, and although we have that healthy dose of ingenuity that keeps us going and curious to learn more, we also know that we will not know everything in two years. What we get in that time is a good introduction to the subject.

It’s been one year since we were in Turkey, on a WWOOF host farm and part of the ecological organization Buğday. Together with some 12 other volunteers and moved by Mohammad energy, the coordinator that put us all to work as a team and made us all believe in the potential of a piece of land in the farm that had nothing but olive trees and dry dry dry and stony soil… Together we all created a food-forest project, swales and spillways were dug up, hügelkultur beds were created, pioneer and nitrogen fixing plants were seeded and thrown around in seed balls, a traditional fence was built around the site using intertwined branches found in the forest.

These were intense weeks, a lot of physical work, trips to the bazaar to stock up the storehouse of the farm, a lot of exchanging of ideas a many many laughs, music and good talks. People from all over the world were there, french, german, americans, turkish, scottish, palestinians and even a portuguese and an uruguayan.

It was hard work but one of the most fulfilling jobs we have done so far. We left the farm with our hearts full and very proud to have been able to lend our hands to this project.

Thank you Mohammad for motivating us and making it all happen. And thank you again for, one year later, showing us what our hands were part of and how “our” food forest project is growing!

See the photos and videos here – http://bit.ly/1twEMeb

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Nadar em plástico | Swimming in plastic

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O Green Brick Road e o Re-Green estiveram em Elafonisos, uma ilha no sul do Peloponeso na Grécia. Para quem não sabe, a Grécia está neste momento a propôr a privatização das suas praias, como medida anti-crise. Leiam a petição no Avaaz aqui. Estando aqui nas montanhas, perdemos um bocadinho a noção do que se passa no mundo e quando ouvimos estas coisas parecem tão alienígenas que não conseguimos compreender… Vai ser preciso pagar para estar na praia?! Talvez seja um problema da nossa “ingenuidade” mas acreditamos que quem já visitou as míticas praias gregas vai concordar connosco que a ideia é absurda. Mas para de facto fazer alguma diferença, não basta assinar petições online. É preciso actuar, por mais pequena que pareça a acção.

Em Elafonisos, deparámo-nos com a indiferença dos bares/cafés que têm a concessão de parte da praia, em relação à inacreditável quantidade de lixo na praia. Pior ainda, descobrimos que eles próprios despejam lixo para fora da sua àrea concessionada, fugindo assim à responsabilidade de tratar do problema. Conseguem imaginar o que seria se todas as praias forem concessionadas, de quem será a responsabilidade?

Para dar força à causa é preciso mostrar interesse enquanto ainda há liberdade para o fazer! Inspirados pela beleza do lugar e impressionados pela indiferença tanto dos bares como dos outros visitantes, arregaçámos mangas e deixámos a praia um bocadinho mais limpa do que quando chegámos.

Elafonisos - Plástico Elafonisos - Plástico Elafonisos - PlásticoElafonisos - PlásticoElafonisos - Plástico Elafonisos - Plástico

Para grande tristeza nossa, não houve uma pessoa das centenas que estavam na praia que se juntou a nós. Mesmo assim não ficámos intimidados nem desmoralizámos, e considerando a escala do problema do plástico nos oceanos a nossa seja uma ajuda quase imperceptível, pelo menos são uns 50kg a menos de plástico perdidos na praia.

Embora a luta contra a privatização das praias gregas seja muito importante, o problema global do plástico nos oceanos é muito muito grave. Agora que abriu a época balnear, deixamos aqui um pedido: quando forem à praia este ano, NÃO deixem lixo para trás! Orgulhamo-nos de saber que a maioria das pessoas que conhecemos se preocupam e deixam os sítios que visitam tal como os encontraram. Mas e se pudermos deixá-los ainda melhor? Não custa nada, há tanto plástico que se enche um saco num instante. O mar agradece e os vossos netos também!

Para os mais cépticos, aqui estão alguns links onde poderão ler mais informação sobre os danos do plástico nos oceanos:

Plastic Oceans (EN)

Great Pacific garbage patch (EN)

Natural Resources Defence Council (EN)

BBC News – Long term threats of plastic in our seas (EN)

El plastico mata (ES)

EHow – Efectos de la basura en los océanos (ES)

Veo Verde (ES)

Revista Ecologia (PT)

ECycle – Os oceanos estão virando plástico (PT/BR)

Mundo estranho – É verdade que existe uma mancha gigante de lixo plástico no oceano? (PT/BR)

 

 

Joaninha com cor

 

Green Brick Road and Re-Green were at Elafonisos, an island on the south of the peloponnese, in Greece. For those who are unaware, Greece is proposing the privatization of its beaches as an anti-crisis measure. Read the Avaaz petition here. Being up here in the mountains, we sometimes miss out a little on what’s happening in the world and when we hear such things, they seem so alien that they seem impossible to understand… We’ll have to pay to be at the beach?! Maybe it’s our “ingenuity” problem although we believe that whoever has visited the mythic greek beaches will agree that the idea is absurd. But to actually make a difference, signing online petitions is not enough. Action is needed, as small as it may seem.

At Elafonisos, we witnessed the indifference of the bars and cafes for the unbelievable amount of rubbish on the beach. Worse, we realized that they actually dump rubbish outside their concessioned area, thus escaping their responsibility. Can you imagine if all the beaches are given away to indifferent private owners, who’s responsibility will it be?

To give strength to the cause we have to show we are interested, while we still have the freedom to do that! Inspired by the beauty of this place and impressed by the general indifference of the bars and the other beachgoers, we rolled up our sleeves and left the beach a little cleaner than when we arrived.

To our great disappointment, not one of the hundreds of people on the beach joined our efforts. Still we weren’t intimidated or demoralized and although our small deed is almost imperceptible considering the size of the threat of plastic in the oceans, at least we removed some 50kg of plastic from that beach.

Although the struggle against the privatization of the greek beaches is very important, the global problem of plastic in the oceans is very very serious. Now that the bathing season has started we have a small request: when you go to the beach this year, do NOT leave ANY rubbish behind! We are proud to know that most of our friends actually care about this and always leave the places they visit as they found them. But what if we can leave them a little better? It’s hardly difficult, there’s so much plastic around that you can easily fill up a bag in no time. The ocean will thank you and so will your grandchildren.

For the more skeptical readers, check out the links above for more information on the damage of plastic in the oceans. 

 

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Primavera de novo! Spring again!

sakurabee at work

Por todo o lado explodiram amendoeiras, cerejeiras, ameixeiras e pouco depois todo o tipo de flores seguiram a deixa das árvores. Há um ruido de transito intenso na aldeia de Seliana de abelhas, mangangás e uma impressionante variedade de insectos voadores ocupados a polinizar as flores!

All over there has been an explosion of almonds, cherries, plums and soon after all sorts of flowers took the cue from the trees. There is an intense traffic noise in little Seliana, all the bees, bumblebees and an impressive variety of flying insects very busy pollinating the flowers!

Estufa

Dentro da estufa também há uma magnifica variedade de insectos, rastejantes, voadores e não só, que fazem companhia e ajudam a manter as pequenas plantas saudáveis. As moscas são prontamente caçadas pelas aranhas, os mosquitos são comida de vespa, para não falar de todo o resto do entretenimento proporcionado pelos insectos à minha volta enquanto rego, preparo terra ou planto. Ah, e os gatos claro, uma estufa quente e tranquila é perfeita para companhia felina.

Inside the greenhouse there is also a magnificent variety of insects, crawling, flying and more, that keep us company and help keep the little plants healthy. The annoying flies are hunted by the spiders, the obnoxious mosquitos are hunted by wasps, not to mention all the rest of the entertaining insect action that is all around me while I water the plants, prepare soil or plant. Oh, and the cats of course, a warm quiet greenhouse is perfect for feline company.

lea aisha linda

O Leandro e o Christos retomaram os trabalhos de construção, concentrados no espectacular hamam, ainda há tempo para mimos necessários às princesas da casa.

Leandro and Christos have restarted the construction works, focused on the spectacular hamam, there is still time for the necessary cuddling of the house princesses.

margaridasamendoa

Chegaram muitas plantas novas para a quinta, árvores, arbustos, flores… Aqui as margaridas e uma amendoeira estão a chegar a casa.

Many new plants have arrived at the farm, trees, bushes, flowers… Here the daisies and an almond tree are arriving home.

 

composto

Com a grande exigência de solo e composto da temporada, tanto para a estufa como para todas as novas plantas que chegaram, está-se a trabalhar na versão de composto rápido. Empilha-se os materiais do composto género lasanha, rega-se bastante e tapa-se com uma alcatifa velha. Durante três semanas vai-se virando o composto e cobrindo de novo. O composto aquece muito e fica pronto muito mais rápido que o normal (normalmente demora um ano para que uma pilha de composto dique pronta a usar).

With the great demand for compost of the season, either for the greenhouse or for all the newly arrived plants, we’re working with super fast compost. The compost materials are pilled up in a lasagna kind of way, watered and covered with an old carpet. For three weeks the compost pile is turned over and covered again. The compost becomes very hot and decomposes a lot faster than the normal version os composting (usually a compost pile can take up to a year to be ready to use).

taberna

Depois de todo este trabalho, sabe tão bem ir à taberna da aldeia vizinha para uma enorme e saborosa refeição caseira acompanhada por uma cerveja bem fria! O único problema deste sitio é a televisão e nós, gente sem destas coisas, facilmente caímos no feitiço da telebobice e damos por nós vidrados a ver uma telenovela terrível, em grego ainda por cima!

After all this hard work, it feels amazing to go to the tavern of the neighboring village for a huge and tasty homemade meal accompanied by a very cold beer! The only problem of this place is the TV and since we’re people without such things, we find ourselves easily under the spell of tele-sillyness and may be caught staring at a terrible soap opera, and in greek no less!

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Um ano na estrada! | One year on the road! | Un año en la ruta!

Amarela_JoAna“A realidade é que fomos dar a volta ao mundo. Inocentemente a volta ao mundo. Trocámos a nossa casa de cimento por um micro apartamento de cinco metros quadrados e um trabalho estável por uma vida instável mas mais intensa. Uma pessoa só se pode arrepender do que não fez, jamais do que tentou, mesmo que não tenha funcionado. Mesmo que seja o pior dos nossos fracassos.”

In El Libro de la Independência, Pablo Rey y Anna Callau

 

 

6 de Abril 2013

Cais das Colunas em Lisboa, meio dia. Foi assim que combinámos a saída. Não parece real, parece que vamos só ali dar uma volta e já voltamos. Só os corações apertados, os nós no estômago e os abraços muito fortes dos que vieram ver a Amarela a partir é que denunciam que estamos mesmo prestes a sair. Com a musica a tocar bem alto (La Vuelta al Mundo dos Calle 13), com sorrisos nervosos e até algumas lágrimas, atravessámos a ponte sobre o Tejo em direcção ao desconhecido. Enfim, até Grândola, onde parámos a primeira noite, mas o desconhecido veio logo depois. O Leandro concentrado no caminho à nossa frente e eu a ler passagens do livro do Pablo e da Anna que tanto nos inspirou, lá fomos nós. (…)

gbr_goodbye

 

6 de Abril 2014

A Amarela contava com 231 223km e tínhamos os nossos depósitos de óleo vegetal usado cheios até ao topo. Aliás, como o pequeno Martim comentou e bem, toda a carrinha estava cheia até ao topo, com coisas que pensávamos serem necessárias e outras “só para o caso”. Atravessámos Portugal, Espanha, França e Itália até chegarmos à primeira paragem oficial do GBR no Salento, sul de Itália. Sete semanas depois chegámos à Grécia, onde íamos visitar o eco centro cultural Re-Green durante uns três dias e acabámos por ficar três meses. Em Setembro agarrámos em nós e na nossa Amarela e seguimos caminho para a Turquia. Depois de quatro curtas semanas na Turquia decidimos mudar de planos. É um país que claramente precisa de mais tempo para explorar mas dadas as circunstâncias não pudémos ficar mais tempo. Em vez disso, decidimos voltar para trás para a Grécia e o nosso cantinho no Re-Green para passar o inverno. Precisamos de tempo para reestruturar o projecto que foi inevitavelmente alterado com a confirmação que a Amarela não pode vir connosco à Asia. Assim, depois de 7mil lentos mas certos quilómetros, aqui estamos de novo na Grécia. Durante todo este caminho rimos, chorámos, conversámos, contemplámos, discutimos, brincámos, explorámos, lemos, e às vezes até nos surpreendemos. Agora estamos plenamente confiantes com a que foi melhor decisão das nossas vidas, talvez mais ainda do que quando saímos. Como diz o Pablo “ Os quilómetros engordam o espirito”. Só tenho pena de uma coisa, de não ter começado esta viagem anos antes. Mas como tudo, as coisas acontecem quando têm de acontecer e estamos felizes por estarmos aqui agora.

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Mas a estrada é apenas uma parte da nossa viagem. Vamos acumulando muito mais do que quilómetros e carros a buzinar furiosamente atrás da Amarela. Estamos a aprender mais sobre esta nova vida rural e verde do que pensámos ser possível em apenas um ano. Aprendemos a trabalhar com materiais naturais como a madeira, palha, barro, aprendemos a ver potencial no desperdício e ser criativos com o que antes pensávamos ser “apenas lixo”. Aprendemos a cuidar de cabras, vacas, burros, galinhas, patos, cães, gatos e todo o tipo de insectos e bichezas do jardim, necessários para uma horta saudável. Aprendemos a semear, plantar, transplantar, a regar, a tirar ervas daninhas, a colher frutos, a podar, a preparar as hortas, a organizar sementes, basicamente, aprendemos a viver Permacultura. E se antes de sairmos não sabiamos sequer explicar bem o que era isso, agora já o temos incorporado em nós. Permacultura é um sistema de design sustentável holístico. Pode ser aplicado num pequeno vaso, numa horta inteira, num jardim, numa casa, numa aldeia, numa vila ou numa cidade. É uma filosofia de vida pelo qual estamos apaixonados, tudo trabalha em conjunto para o benefício de todos (parece bastante politico mas quão politicas podem ser as plantas?). Estamos a viver a vida que procurámos, mesmo quando às vezes as experiências se apresentam, à nossa frente de forma diferente à que esperávamos, somos capazes de tirar o melhor delas e sentirmo-nos realizados que estamos a fazer a nossa pequena parte em contribuir para esverdear este mundo, or pelo menos, este pequeno pedaço de paraíso no meio das montanhas. E se vocês que estão a ler isto pensam que temos poderes especiais ou uma fada madrinha ou uma caixa forte como o Tio Patinhas, pensem de novo. A única coisa que é precisa para tornar os vossos sonhos realidade é realizá-lo. Fácil J e mesmo que falhem, pelo menos tentaram e já podemos garantir por experiência própria que o Pablo tem a razão, uma pessoa não se pode arrepender do que tentou, mesmo que falhe. Por cada árvore plantada deixamos um pequeno tijolo verde e por isso, já valeu a pena.

 

OBRIGADO Oilybits, WWOOF, OVEuropa, LX Battery, Fábrica de Aventura, Lisboa en Tango, Ambas as Duas, Bem Bom, ATG, Rodrigo, Adrian, André, Pedro, Berkay, Dulce, Manuel, Pedro, Carla, Inesissima, Blanca, Oscar, Silvina, Emelyn, Malagueña, Nicha, Abel, Josemaria, Diogo, Nádia, Cata, Bruno, Inês e Eva, Martinha, Catarina, Sara, Bruno, Inês, Daniel, Fernando, Julie, Nina, Juan, Raquel, Graciana, Luna, André, Ema, Carlos, Sofia e Martim, Ana, Nelson, Pedro, Joana, Isabel, Mariana, Nuno, Alfred, Maria, Don, Barbara, Eira, Andrea, Mabli, Toli, Heron, Sonia, Marco, Nunzia, Angelo, Nick, Maggie, Flavio, Ruli, Flery, Christos, Hlektra, Cal, Steven, Chenny, Mohammad, Shereen, Kayan e a todos que vêm connosco nesta Estrada de Tijolos Verdes, pela inspiração que nos acompanha todos os dias, pelos tijolos verdes que nos permitem estar aqui, por acreditarem em nós e nos apoiarem incondicionalmente, mesmo que achem que somos um bocadinho estranhos por querermos viver numa carrinha em parte incerta para trabalhar no campo e sermos mais ecológicos.

Parabéns Green Brick Road!

 

Joaninha com cor

“The truth is we’ve gone for a ride about the world. Innocently, around the world. We swapped our cement house for a micro apartment of 5 square meters and a stable job for an unstable but intense life. One can only regret what one hasn’t done and never of what one has tried, even if it didn’t work, even if it is the worst of failures.”

In El Libro de la Independência, Pablo Rey y Anna Callau

 

6th of April 2013

Cais das Colunas in Lisbon, at noon. This was how we arranged our departure. It doesn’t feel real, it seems like we’re just going around for a ride and we’ll be right back but the tightness in our hearts, the knots in our stomachs and the strong hugs from those who came to see Amarela off, tell us that this is it and we are really about to go. We had the music playing really loud, nervous smiles on our faces and even some tears, when we crossed the bridge over the Tagus on our way to the unknown. Well, on our way to Grândola at least, where we stayed our first night, but the unknown came right after that. Leandro focused on the road ahead of us and I was reading passages from Pablo and Anna’s book that so much inspired us, and there we went. (…)

 

6th of April 2014

 Amarela started with 231 223km and we had our oil tanks full to the top. In fact, as little Martin point out correctly, the whole van was full to the top, both with stuff that we thought would be absolutely necessary and others that were “just in case”. We crossed Portugal, Spain, France and Italy until we reached the first official stop of the Green Brick Road in Salento, southern Italy. 7 weeks later we reached Greece, where we were going for a three-day visit to an eco-culture center called Re-Green and ended up staying for three months. In September, we got ourselves together, set up Amarela and moved on to Turkey. After four very short weeks in Turkey we decided to change our plans. It’s a place that clearly needs more time to explore but under our circumstances we could not stay longer. Instead, we decided to double back to Greece and our corner at Re-Green for the winter. We needed some time to restructure our project since it was inevitably changed with the confirmation that Amarela cannot come with us to Asia. So, after 7000km of slow but steady pace here we are again in Greece. Through all this way we laughed, cried, talked, contemplated, argued, played, read and sometimes even surprised ourselves. Now, we are still very confident with what was the best decision of our lives, if not more. As Pablo says “the kilometers fatten the spirit”. I’m only sorry for one thing, that we didn’t start this journey years ago. But like everything, things happen when they have to happen and we are overjoyed to be here, living our new uncertain but so beautiful life.

 

But the road is only a part of this quest. We have accumulated much more than just kilometers and cars beeping furiously behind Amarela. So far we have learned much more about this new rural and green life that we though possible in just one year. We have learned about natural building using materials like straw, clay, wood, we see potential in waste and are able to be creative with what before we discarded as “just rubbish”. We learned to care for goats, cows, donkeys, chickens, ducks, dogs, cats and all sorts of bugs and animals of the garden, essential for a healthy vegetable garden. And sometimes at the expense of a very patient farmer, we also learned to sow, plant, transplant, water, weed, harvest, trim, set up the vegetable beds, organize seeds and basically just live Permaculture. And if before we could not really explain what this was, we now have it incorporated in us. A sustainable and holistic design system that can be applied in a single vase, a vegetable bed, a garden, a house, a village, a town or a city. A life philosophy that we are in love with, everything works together for the benefit of everyone and everything (it sounds very political but how political can plants be?). We are living the life we sought, even if sometimes the experiences present themselves in ways we did not expect, we’re able to make the best of them and feel rewarded that we are doing our very little part in re-green the world, or at the moment, this little patch of paradise in the middle of the mountains. And if you, who are reading this, think that we must have special powers, a fairy godmother or a vault like Scrooge, think again. All it takes to make your dream come true is to go for it. Easy J and if you fail, at least you tried and we can already guarantee that Pablo is right, you can never regret something you tried, even if it fails. For every tree we plant we leave behind a small green brick and, for that, it’s already worth it.

THANK YOU Oilybits, WWOOF, OVEuropa, LX Battery, Fábrica de Aventura, Lisboa en Tango, Ambas as Duas, Bem Bom, ATG, Rodrigo, Adrian, André, Pedro, Berkay, Dulce, Manuel, Pedro, Carla, Inesissima, Blanca, Oscar, Silvina, Emelyn, Malagueña, Nicha, Abel, Josemaria, Diogo, Nádia, Cata, Bruno, Inês e Eva, Martinha, Catarina, Sara, Bruno, Inês, Daniel, Fernando, Julie, Nina, Juan, Raquel, Graciana, Luna, André, Ema, Carlos, Sofia e Martim, Ana, Nelson, Pedro, Joana, Isabel, Mariana, Nuno, Alfred, Maria, Don, Barbara, Eira, Andrea, Mabli, Toli, Heron, Sonia, Marco, Nunzia, Angelo, Nick, Maggie, Flavio, Ruli, Flery, Christos, Hlektra, Cal, Steven, Chenny, Mohammad, Shereen, Kayan and to all that are coming with us on this Green Brick Road, for the inspiration that is with us every day, for the green bricks that allow us to be here, for believing in us and support us unconditionally, even if you think we are a little weird for wanting to live in motorhome in an unknown place, to work in farms and be more ecological.

Congratulations Green Brick Road!

 

Joaninha com cor

“La realidade es que salimos a dar una vuelta por el mundo. Inocentemente, la vuelta al mundo. Cambiámos nuestra casa de cemento por un micropiso de cinco metros cuadrados y un trabajo estable por una vida inestable pero más intensa. Uno solo puede arrepentirse de lo que no hizo, jamás de lo que intentó aunque nunca haya funcionado.Aunque haya sido el peor de nuestros fracasos.”

In El Libro de la Independência, Pablo Rey y Anna Callau

 

6 de Abril 2013

Cais de las Columnas en Lisboa al medio dia. Fue asi que arreglamos la salida. No parece real, parece que vamos solo hasta alli y ya volvemos pero los corazones apretados, los nudos en el estomago y los abrazos fuertes de los que vinieron a ver la Amarela partir denuncian que de verdad que estamos por salir. Con la musica bien alta, con sonrisas nerviosas en nuestras caras e hasta algunas lagrimas, atravesamos la Puente sobre el Tejo en dirección al desconocido. Bueno, hasta Grandola donde pasamos la primera noche pero el desconocido fue justo después de eso.

Leandro enfocado en el camino adelante nuestro y yo leyendo passages del libro de Pablo y Anna que tanto nos inspiro, allá fuimos. (…)

 

6 de Abril 2014

La Amarela empezó con 231 223km y teníamos nuestros tanques de aceite vegetal usado llenos hasta arriba. En realidad, como el pequeño Martin comentó y bien, toda la camioneta estaba llena hasta arriba, con cosas que pensábamos ser necesárias y otras “por las dudas”. Atravesámos Portugal, España, Francia y Italia hasta llegar a la primera parade ofical del GBR en el Salento, sur de Italia. Siete semanas después llegamos a Grecia, donde ibamos a visitar un eco-centro cultural por trés dias y terminamos quedando unos trés meses. En Septiembro agarramos en nosotros y nuestra Amarela y seguimos camino hacia Turquia. Después de cuatro cortas semanas en Turquia decidimos cambiar de planes. Es un pais que seguramente necessita más tiempo para explorar pero en nuestras circunstáncias no pudimos quedarnos más tiempo. Decidimos volver para Grecia y nuestro rincón en Re-Green para pasar el invierno. Necesitamos tiempo para reestruturar el proyecto que inevitablemente cambió con la confirmación que Amarela no puede venir con nosotros a Asia. Asi, después de 7mil lentos pero ciertos kilometros, acá estamos de nuevo en Grecia. En todo este camino nos reimos, lloramos, conversamos, observamos, discutimos, jugámos, exploramos, leyemos, y muchas veces nos sorprendimos. Ahora estamos totalmente confiantes con la major decision de nuestras vidas hasta ahora, tal vez hasta más ahora que quando salimos. Como dice Pablo “los quilometros engordan el espiritu”. Solo me dá lastima una cosa, de no haber empezado este viaje hace años. Pero como todo, las cosas pasan quando tienen que pasar y estamos felices de estar aqui ahora.

 

Pero la ruta es solo una parte de este viaje. Estamos acumulando mucho más que kilometros y autos bocinando furiosamente detrás de la Amarela. Aprendimos más sobre esta nueva vida rural y verde de lo que pensabamos ser possible en un año. Aprendimos mucho sobre construction natural utilizando materiales como la madera, la paja y el barro, aprendimos a ver potencial en el desperdicio y a ser creativos con lo que antes descartábamos como “solo basura”. Aprendimos a cuidar de cabras, vacas, burros, gallinas, patos, perros, gatos y todo el tipo de insectos y bichos del jardin, necesarios para una huerta saludable. Muchas veces al costo de un paciente agricultor, aprendimos a sembrar, plantar, transplantar, a regar, a sacar hierbas malas, a podar, a preparar las huertas, a organizar las semillas y, basicamente, a vivir Permacultura. Y si antes de salir no sabiamos ni siquiera explicar bien lo que era eso de la Permacultura, ahora ya lo tenemos incorporado en nosostros. Un sistema de design holistico y sostenible que puede ser utilizado en una pequeña maceta, una huerta, un jardin, una casa, una aldea o en una ciudad. Una filosofia de vida por la cual estamos enamorados y donde todo trabaja en conjunto para el beneficio de todos (parece bastante politico pero cuanto de politicas pueden ser las plantas?!) Estamos vivendo la vida que buscámos y aunque a veces las experiencias se presentan adelante nuestro de una forma que nos esperábamos, somos capaces de sacar lo mejor de ellas y sentirnos realizados por estar haciendo nuestra pequeña parte en darle más verde este mundo, o por lo menos a este pequeño pedazo de paraiso en el medio de las montañas.

Y si ustedes que están leyendo esto piensan que tenemos algun poder especial o una hada madrina o una caja fuerte como el Tio Rico, piensen de nuevo. La unica cosa que es necesaria para tornar nuestros sueños en realidad es hacerlo. Facil J y aunque no lo logren, por lo menos intentaron y ya les podemos decir por experiencia que Pablo tiene razón, uno jamás se puede arrepentir de algo que intentó, aunque sea un fracaso. Por cada árbol que plantamos dejamos un pequeño ladrillo verde y, solo por eso, ya valio la pena.

 

GRACIAS Oilybits, WWOOF, OVEuropa, LX Battery, Fábrica de Aventura, Lisboa en Tango, Ambas as Duas, Bem Bom, ATG, Rodrigo, Adrian, André, Pedro, Berkay, Dulce, Manuel, Pedro, Carla, Inesissima, Blanca, Oscar, Silvina, Emelyn, Beto, Malagueña, Nicha, Abel, Josemaria, Silvia, Tato, Tomás, Diogo, Nádia, Cata, Bruno, Inês e Eva, Martinha, Catarina, Sara, Bruno, Inês, Daniel, Fernando, Julie, Nina, Juan, Raquel, Graciana, Luna, André, Ema, Carlos, Sofia e Martim, Ana, Nelson, Pedro, JoAna, Isabel, Sul, Anne, Mariana, Noemie, Adar, Nuno, Silvina, Laura, Saca, Omelio e Flia, Alfred, Maria, Don, Barbara, Eira, Andrea, Mabli, Toli, Heron, Sonia, Marco, Nunzia, Angelo, Nick, Maggie, Flavio, Ruli, Flery, Christos, Hlektra, Cal, Steven, Chenny, Mohammad, Shereen, Kayan y a todos que están con nosotros en esta Ruta de Ladrillos Verdes por la inspiración que nos acompaña todos los dias, por los ladrillos verdes que nos permiten estar aqui, por creer en nosotros y nos apoyaren sin condicion, aunque piensen que somos medio raros por querer vivir en una camioneta en lugares desconocidos para trabajar en el campo e vivir más ecologicamente.

Felicitaciones Green Brick Road!

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Whole Earth Summit

Começa hoje o WHOLE EARTH SUMMIT, um evento online e de inscrição grátis onde poderemos assistir a palestras de alguns dos mais inspiradores visionários como Sepp Holzer, Vandana Shiva, Geoff Lawton, Charles Eisenstein, entre outros. Cliquem no link para se inscreverem!

Today starts the WHOLE EARTH SUMMIT, an online and free event where we’ll be able to hear some of the most inspiring visionaries such as Sepp Holzer, Vandana Shiva, Geoff Lawton, Charles Eisenstein, among others. Follow the link to join! 

Hoy empieza el WHOLE EARTH SUMMITun evento online y gratis donde podremos escuchar algunos de los más inspiradores visonarios como Sepp Holzer, Vandana Shiva, Geoff Lawton, Charles Eisenstein, entre otros. Clica en el link para sumarte!

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Porque a Amarela não vem à Asia | Why Amarela is not coming to Asia | Por que Amarela no viene a Asia

Dissémos que havia tantas novidades que não cabia tudo numa só publicação, só que fiquei tão entusiasmada com tudo o que vos queria contar que não sabia por onde começar. Diz-se que pelo início é o melhor certo? Então aqui vai mas preparem-se, vão buscar um chá ou um copo de vinho porque vem aí uma daquelas crónicas…Pupo_GP-002

Parece que o nosso plano não planeado não tinha saído melhor se o tivessemos pensado mesmo, em vez de vivermos um dia de cada vez como preferimos fazer. É daquelas coisas que nos fazem pensar que, de facto, temos uma estrelinha da sorte. Quando decidimos viajar a fazer “wwoofing” sabíamos que nem sempre as nossas experiências iriam corresponder às expectativas, OLYMPUS DIGITAL CAMERAque ia ser duro para nós, meninos de cidade, trabalharmos no campo, que talvez demorasse algum tempo a habituarmo-nos aos novos ritmos das várias quintas que visitássemos. Mas até agora todas as experiências têm sido tão positivas que já vamos para a próxima a achar que agora sim vai haver problemas. Talvez um ou outro sítio nos tenham dado uma lição difícil mas até agora nada de grave. Veja-se que não disse que o trabalho é fácil, porque não é, mas dá imenso gozo. Sim, até andar a tirar ervas daninhas ao sol, levar as cabras a pastar e criar agro-florestas. Todo o trabalho que temos feito parece ter sido encomendado e temos tido várias oportunidades em experimentar tudo o que queríamos, OLYMPUS DIGITAL CAMERAdesde o trabalho com animais, agricultura biológica, agricultura natural de Masanobu Fukuoka e permacultura. Nos entretantos vamos viajando, visitamos importantes locais turísticos, conhecemos lugares que nem sabíamos que existiam e ainda conseguimos ir passando uns merecidos dias de descanso em sítios paradisíacos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAMas dentro do nosso plano não planeado e mesmo com uma estrelinha da sorte, nem tudo vai ser como imaginámos, Os planos, como as regras, parecem existir só mesmo para serem alterados. Iamos viajar durante dois anos mas já se vê que vamos demorar mais que isso. Iamos passar só 4 meses na Europa e já aqui estamos quase há 8 meses. Iamos escrever no blog todas as semanas e, bem, fazemo-lo quando podemos. Das poucas coisas que andam, lenta mas seguramente, como planeado é a nossa Amarela. Já fez 7000km a óleo vegetal usado e provou ser, de facto, praticamente indestrutível. Neste tempo teve apenas dois soluços nada graves cujas histórias podem ler aqui. Mas mesmo sendo a nossa melhor amiga e viaje connosco cheia de boas intenções ecológicas, tal como nós, não é imune nem às alterações de planos e, muito menos, às burocracias inerentes aos viajantes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPlaneámos esta primeira (e mais fácil) primeira etapa desta viagem, de Lisboa à Turquia, com três paragens para trabalhar em quintas em Itália, Grécia e Turquia. Para quem viaja sabe que não é preciso grande planeamento mesmo a viajar numa autocaravana. Nós europeus muitas vezes não nos damos conta mas o privilégico da ausência de fronteiras não existe em todo o mundo e aqui as burocracias são praticamente inexistentes. Só teríamos de nos preocupar com as escolhas das quintas e com encontrar óleo suficiente para estes primeiros passos. A segunda etapa, na Ásia, será claramente diferente e começa agora o trabalho mais chato de viajante, com a escolha dos países a atravessar e dos muitos outros que teremos de passar ao lado e a preparação dos vistos de entrada. Nada de novo até aqui mas demos de caras com a inevitável decisão sobre o que fazer com a Amarela.

pac3adses-donde-se-necesita-el-carnet-de-passage-en-douaneMeses antes de sairmos de Lisboa, sabíamos que a carrinha precisava de um documento chamado Carnet de Pasage en Douane (CPD), uma espécie de passaporte que é obrigatório em vários países asiáticos e africanos. Por mais vezes que fale disto ainda não consigo explicar clara e sucintamente a função deste documento, o melhor que consigo é isto: o CPD é um documento aduaneiro emitido unica e exclusivamente pelo automóvel club do país de origem do veículo, que permite a importação temporária de um veículo evitando ter de deixar uma caução à entrada de cada país. Serve também para garantir o pagamento das taxas de importação do veículo caso este seja vendido (o que, como podem advinhar, é a ultima coisa que queremos!). É um livrinho com várias folhas divididas em três partes, cada folha correspondente a um país diferente, que são carimbadas à entrada e à saída dos países visitados, uma cópia fica no CPD, outra na fronteira à entrada e a última na fronteira à saída. Como se isto não fosse confuso o suficiente, ainda falta falar sobre a questão do dinheiro. O CPD custa cerca de 400€, dependendo do número de folhas/países a visitar e para o emitir é necessário deixar uma caução para cobrir as eventuais tais taxas de importação. Em Portugal, a caução é três vezes o valor comercial original do veículo. Damos-lhes o nosso exemplo, uma carrinha Mercedes Benz 307D em 1984 valia cerca de 20.000€, o que implica portanto uma caução de 60.000€ . Em qualquer outro país, pode-se fazer um seguro para cobrir esta caução mas em Portugal, segundo o ACP, isso não é possível. Antes de entrar em pânico decidimos contactar o ACP, apresentar-lhes o nosso projecto e explicar que sem o apoio do ACP seria impossível avançarmos com este projecto, pelo menos como o tínhamos idealizado. Não íamos com muitas expectativas mas durante todo o processo, ouvimos várias vezes que o ACP teria todo o prazer em “fazer todos os esforços possíveis” para que o projecto fosse para a frente. Enfim, a verdade é que, mesmo depois de uma reunião com o director financeiro, os esforços possíveis não foram o suficientes, sendo o resultado final a redução do valor da caução para apenas 20.000€.

Nesta altura entrámos nas cinco fases do luto: negámos veementemente que isto nos estava a acontecer, enraivecemo-nos pela indiferença com que fomos tratados, negociámos e avaliámos as opções que nos restavam, ficámos deprimidos com o inevitável e imenso obstáculo que tínhamos pela frente e, finalmente, aceitámos que íamos mesmo ter de arrancar nesta viagem com o peso da falta de apoio do ACP e com a possibilidade de caso não conseguissemos um “padrinho” para este documento, a Amarela teria de ficar para trás.

Gritámos, chorámos, amuámos mas chegou por fim o momento de decidir e depois de sete meses na estrada sem nenhum “padrinho” que nos ajudasse, tomámos a decisão mais difícil até agora: vamos deixar a Amarela na Europa.

Mas claro que não nos rendemos! Tivémos o melhor tijolo verde até agora dos nossos amigos Maria e Alfred, tive também uma excelente oportunidade de trabalho em Lisboa (que também permitiu estar com amigos e familia!) e vamos ter ainda uma boa oportuniade para angariar fundos durante a temporada de Natal e ano novo no Re-Green, o que quer dizer que vamos ter alguns dinheiros para o resto da viagem. O Green Brick Road continua e iremos mover-nos pela Ásia com a menor pegada de carbono possível, seja de comboio, à boleia, de bicicleta ou mesmo a pé. A nossa fiel amiga fica em boas mãos e iremos recuperá-la para a terceira etapa deste projecto, na América. Mas primeiro iremos passar o inverno no nosso cantinho preferido da Grécia e preparar a etapa asiática junto à lareira com a família Re-Green. La vita è bella!Magic_world_map

Joaninha com cor

We said that there was so much to tell you that it wouldn’t fit in one post. The thing is I got so excited about what all I wanted to write that I really didn’t know where to start. They say that from the beginning is usually a good place right? So here goes, but be prepared, go and get some tea or a glass of wine because here comes one of those chronicles that are a little beyond the recommended size…

It seems our unplanned plan couldn’t have worked out better, even if we had in fact planned it instead of living one step at a time as we prefer to. It’s one of those things that really make us wonder if there’s a lucky star looking after us. When we decided to travel and wwoof, we knew that not always our expectations would be met, that it would be hard for us, city people, to work in the country fields, that it might take a while to get used to the different rhythms of the farms we visited. But so far all the experiences have been so positive that we now go for the next place thinking that soon there will be trouble. Ok maybe one place or another has given us a hard lesson but, so far, nothing too troubling. Notice that I’m not saying the work is easy, because it isn’t, but it really is a lot of fun. Yes, even weeding in the sun, taking the goats out to graze and creating food forests. All the work we have done so far seems asked for and we’ve had several opportunities to try everything we wanted to, from working with animals, to organic farming, Masanobu Fukuoka’s natural farming and even permaculture. In the meantime, we travel and visit important touristic sites, see places we didn’t even know existed and still we are able to have a few days of deserved rest in paradisiac places in between.

But within our unplanned plan and even with a lucky star, not all will be as we imagined. Plans, like rules, seem to only exist to be changed. We were travelling only for two years but we can see already that it will take longer than that. We were only spending 4 months in Europe and we’ve been here almost 8 months. We were going to update our blog every week and, well, we do it when we can. Of the things that are slowly but surely moving as planned is our Amarela. It has travelled 7000 km on waste vegetable oil already and has proved to be practically indestructible. So far it has given us only two hiccups and not really serious, you can read the stories here. But even being our best friend and travelling with us with all the best ecological intentions, like us, it is not immune to the change of plans and, even less, to the inherent paperwork that comes with travelling.

We planned the first, and easiest, stage of this journey, from Lisbon to Turkey, with three stops to work in organic farms in Italy, Greece and Turkey. For those who travel you know that for this you really don’t need a lot of planning, even if you’re travelling with a motorhome. We Europeans often do not realize but the privilege of the absence of borders doesn’t exist everywhere and so far, the travel-paperwork has been practically non-existent. All we had to worry about was choosing which farms we’d like to work with and getting enough waste vegetable oil to move around. The second stage of the journey, in Asia, will clearly be different and now the real (and boring) work will start, choosing which countries we will pass through and dealing with the correspondent visas. Nothing new so far but this will lead us to the inevitable decision of what to do with Amarela.

Months before we left Lisbon, we knew the van would need a paper called Carnet de Pasage en Douane (CPD), a kind of passport that is mandatory in several Asian and African countries. As much as I explain and talk about this I still cannot explain clearly and shortly the function of this document, the best I can do is this: the CPD is a customs document issued exclusively by the auto club of the country where the vehicle is registered in. It allows the temporary importation of a vehicle without having to leave a cash deposit at the border when entering the country, and also it serves as a guarantee that the taxes and fees of the importation of the vehicle are covered, should this vehicle be sold while visiting a country (which, as you may have guesses, is the last thing we want!). It’s a little book with several sheets, each sheet corresponds to one country and they are to be stamped at the entrance and exit of a country. They are divided in three sections, one copy to remain with the CPD, the other with customs at the entry border and the last with the exit border. As if this is not confusing enough, there is still the money part. In Portugal, the CPD costs about 400€, depending on the number of pages/countries to be visited and, also, you still need to leave a deposit with the auto club to cover the import taxes, should it be needed. Also in Portugal, the deposit should be three times the original commercial value of the vehicle. As an example, Amarela is a Mercedes Benz 307D that in 1984 had a commercial value of around 20.000€, which means a deposit of 60.000€. As far as we know, in any other country you can make an insurance to cover this deposit, but according to the Portuguese Auto Club, in Portugal that is not possible. Before we panicked, we decided to contact the ACP and present to them our project, explaining that, obviously, without their support, our project would never happen, at least not as we had envisioned it. Our hopes were not that high but all through the process we kept hearing that of course the ACP would do “all the possible efforts” to make sure our project hit the road. Alas, the truth is that even after meeting with the financial director, all the possible efforts of the ACP were not enough, the end result being the reduction of our deposit to only 20.000€.

At this point we entered fully on the five stages of mourning: we strongly denied this was happening, we were enraged by the indifference with which we were received, we negotiated and evaluated the options that we still had, we were depressed with the inevitable and huge obstacle ahead and, finally, we accepted that this journey would indeed start as planned, even if weighted down by the lack of support from the ACP and the possibility that, unless we could somehow find a big sponsor that would help us with this document, Amarela would have to stay behind at some point.

We screamed, cried, sulked but finally the time has come to decide and after seven months on the road and still without our big sponsor, we made the hardest decision so far: Amarela will stay in Europe.

But of course we do not give up! We’ve had the best green brick so far from our good friends Maria and Alfred, I’ve also had a good job opportunity in Lisbon (which also made it possible to see friends and family!) and we’re about to have a great opportunity to raise more funds at Re-green, with the coming winter season holidays. This means that we’ll be able to raise some money for our next moves. The Green Brick Road continues and we’ll move around Asia with the lowest carbon footprint we can, be it by train, bicycle, hitchhiking or even on foot. Our faithful friend stays in good hands and we will come back for it for the third part of our project, in America, But first, we will spend the winter on our favorite corner of Greece and prepare for the coming exciting times in Asia, by the fire with the Re-Green family. La vita è bella!

Joaninha com cor

Dije que teniamos tantas novedades que no alcanzava una sola publicación, pero estaba tan entusiasmada con todo lo que queria contar que no sabia ni por donde empezar. Se dice que por el início es mejor no? Bueno, entonces aqui va pero les aviso que se preparen, vayan a buscar un té o quizás una copa de vino, porque ahi viene una de aquellas cronicas que pasan un poco de la dimension de lectura recomendada…

Parece que nuestro plan no planeado no podria salir tan bien si lo huvieramos pensado en serio, en vez de vivir un dia de cada vez como hacemos. Es de aquellas cosas que nos hace pensar que debemos tener una estrella de la suerte. Quando decidimos viajar y hacer “wwoofing” sabiamos que ni siempre nuestras experiencias iban a cumplir con nuestras expectativas, que iba a ser dificil para nosotros, chicos de ciudad, trabajar en el campo, que quizás llevaria tiempo en acostumbrarse a los ritmos distintos de las quintas que visitaramos. Pero hasta ahora las experiencias han sido tan positivas que ya seguimos para la proxima pensando que ahora si, vamos a tener problemas. Tal vez uno o otro lugar nos han dado una lección un poco más dura pero hasta ahora, nada de extraordinario. Vean que no dije que las tareas son faciles, por que no lo son, pero dan muchissimo placer. Si, hasta sacar hierbas malas al sol, sacar las cabras al campo y crear agro-forestas. Todo el trabajo que hemos hecho parece encomendado, hemos tenido muchas oportunidades de probar todo lo que queriamos, desde el trabajo con animales, la agricultura orgánica, la agricultura natural de Masanobu Fukuoka y, obvio, la permacultura. Mientras tanto vamos viajando, visitamos lugares turisticos importantes, conocemos otros lugares que ni sabiamos que existian y todavia hemos tenido unos dias de merecido descanso en lugares paradisiacos.

Pero mismo dentro de nuestro plan no planeado y aunque tengamos una estrella de la suerte, ni todo va a ser como lo imaginamos. Los planes, como las reglas, parecen existir solo para que se cambien. Empezámos por decir que ibamos a viajar dos años, pero ya se ve que vamos a llevar más tiempo. Nos ibamos a quedar en Europa solo 4 meses y ya vamos en casi 8 meses. Ibamos a escribir en el blog todas las semanas y, bueno, lo hacemos cuando se puede. De las pocas cosas que van lenta pero seguramente como planeado es nuestra Amarela. Hasta ahora ya hizo 7000 km a aceite vegetal usado y probó ser practicamente indestructible. En todo este tiempo solo nos dió dos preocupaciones pero nada graves, pueden leer las historias aqui. Pero aunque sea nuestra mejor amiga y viaje con nosotros llena de buenas intenciones ecologicas no es, tal como nosotros, inmune a los cambios de planes y, mucho menos, a las burocracias inherentes a los viajeros.

El plan de esta primera (y más facil) etapa del viaje, de Lisboa a Turquia, lo hizimos con tres paradas para trabajar en quintas en Italia, en Grecia y en Turquia. Para los que viajan saben que para esto no es necesario mucho plan, aunque se viaje con una casa rodante. Nosotros, europeos, muchas veces no nos damos cuenta pero el privilegio de la ausencia de fronteras no existe en todo el mundo y, hasta ahora, las burocracias fueron practicamente no existentes. Solo habia que preocuparse con las quintas a elegir y de juntar el aceite vegetal necesario para estos primeros pasos. La segunda etapa del viaje, por Asia, sera muy distinta y recién ahora empieza el trabajo del viajero (y si, el más aburrido) con la elección de paises que vamos a visitar, de los otros tantos que no vamos a ver y preparar las aplicaciones para los vistos. Hasta aqui nada de nuevo pero ahora nos enfrentamos con la inevitable decisión de que hacer con Amarela.

Meses antes de la salida de Lisboa, sabiamos que la camioneta iba a necesitar de un documento llamado Carnet de Pasage en Douane (CPD), una especie de pasaporte que es obligatorio en varios paises asiaticos y africanos. Por más que hable de esto todavia no puedo explicar clara y resumidamente la función de este documento, lo mejor que logré es esto: el CPD es un documento aduanero emitido exclusivamente por el automovil club del pais de origen y que permite la importación temporaria del vehiculo sin tener que dejar una fianza en la frontera de cada pais. Tambien sirve como garantia del pagamento del total de las tasas de importación del vehiculo en el caso que sea vendido (que, como pueden adivinar, es lo ultimo que queremos!). Es un librito con varias hojas divididas en tres partes, cada hoja corresponde a un pais diferente que son selladas a la entrada y a la salida de los paises visitados, una copia queda en el CPD, otra en la aduana a la entrada y otra en la aduana a la salida. Como si esto no fuera complicado el suficiente, todavia falta hablar del tema de la plata. El CPD cuesta cerca de 400€ en Portugal, dependiendo del numero de hojas/paises a visitar y para su emisión es necesario dejar una fianza para el eventual pagamento de las dichas tasas de importación. En Portugal, esta fianza es de tres veces el valor comercial original del veiculo. Les damos nuestro ejemplo, una camioneta Mercedes Benz 307D en 1984 costaba casi 20.000€, lo que significa una fianza de casi 60.000€. En qualquier otro pais, se puede hacer un seguro que cubra la fianza pero en Portugal, y segun el Automovil Club de Portugal (ACP), esto no es posible. Antes de entrar en pánico decidimos contactar el ACP y presentarles nuestro proyecto, explicando que sin su apoyo seria imposible avanzar con los planes que teniamos, por lo menos no como lo habiamos imaginado. No teniamos muchas expectativas pero en todo este proceso escuchamos varias veces que el ACP teria todo el gusto en ayudarnos y “harian todos los esfuerzos posibles” para que el proyecto fuera para adelante. La verdad es que, mismo después de nos reunirmos con el director financero, los esfuerzos posibles no fueron suficientes y el resultado final fue una reducción del valor de la fianza para solo 20.000€.

Llegando a este punto, entramos en las cinco etapas del luto: nos niegámos que esto nos estaba pasando, nos enojamos con la indiferencia con que nos trataron, negociamos y evaluamos las opciones que nos quedaban, nos deprimimos con el inevitable y imenso obstaculo que teniamos adelante de nosotros y, por fin aceptamos que ibamos a empezar este viaje con el peso del rechazo del ACP y con la posibilidad de, caso no lograramos encontrar un “padrino” para este documento, la Amarela tenia qu quedarse para tras.

Gritámos, llorámos, nos pusimos de mal humor pero al fin llego el momento de decidir. Y después de 7 meses en la ruta y sin ningún padrino a la vista, tomamos la decisión más dificil hasta ahora: la Amarela se queda en Europa.

Pero obviamente no nos rendimos! Tuvimos el mejor ladrillo verde hasta ahora de nuestros amigos Maria y Alfred, tuve también una excelente oportunidad de trabajo en Lisboa (que también permitió visitar la familia y amigos!) y ahora vamos a tener una buena oportunidad para recaudar fondos en la temporada de invierno en el Re-Green, lo que significa que vamos a poder juntar alguna plata para el viaje. El Green Brick Road sigue su camino y nos vamos a mover por Asia con la menor huella de carbono posible, sea de tren, bicicleta, a dedo o mismo a pie. Nuestra fiel compañera queda acá en buenas manos y la vamos a recuperar para la tercera etapa de este proyecto, en America. Pero primero viene el invierno en nuestro rincón preferido de Grecia y la preparación de la etapa asiatica junto a la estufa con la familia Re-Green. La vita è bella!

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Aloha from Turkey!

Dedetepe FornoDedetepe can lıdsCat nap Amıguınhos nature power workıng  mandala garden

Parecia mesmo que tinhamos desaparecido nao era? Mas nao, temos e’ tantas novıdades que nao cabem todas de uma vez. Por ısso e porque as lıgaçoes de ınternet foram complıcadas e agora, como podem ver pelos erros ortografıcos, escrevemos-lhes de um cıber cafe (rodeados de estudantes de lıceu pelo que, para evıtar a explosao das nossas cabecas com a ımensıdao de decıbeıs deste lugar, esta actualızacao sera’ curta).

Nao vımos muıto da Turquia e o que vimos pode nao ter uma paisagem deslumbrante. E’ que sao as pessoas que fazem deste paıs um lugar maravılhoso! Passamos umas semanas fantastıcas na Dedetepe e deıxamos-lhe aquı um bocadınho do que foı.

O Green Brıck Road prepara-se para o grande salto para o proxımo contınente. Asıa! Mas às vezes para avançar, ha que recuar. Assım, voltamos para as montanhas peloponesas para trabalhar e preparar os proxımos quılometros.

Vamos partılhar todas as novıdades detalhadas acompanhadas por muıtas fotografıas assım que pudermos. A vıagem contınua e estamos cada vez maıs felızes e ınspırados!

Joaninha com cor

It really seemed we had dısapeared rıght? But no, ıt’s only that we have so many news that we cannot fıt them ın one post. Plus our ınternet connectıon hasn’t been great and we are now wrıttıng to you from an ınternet cafe (surrounded by hıgh school students so to avoıd the explosıon of our heads due to the decıbels of thıs place, thıs wıll be a quıck post).

We haven’t seen much of Turkey and of what we saw we cannot say ıt has a magnıfıcent landscape. It’s that ıt’s the turkısh people that make thıs country so wonderful! We spent these last few weeks at the beautıful Dedetepe and here we leave you a lıttle sample.

The Green Brıck Road ıs gettıng ready for the bıg jump to the next contınent, Asıa! But sometımes, to move forwards one needs to step back a lıttle. So, we are returnıng to the peloponese mountaıns to work and prepare the next kılometers. 

We wıll share all the detaıled news wıth many photos as soon as possıble. The journey contınues and we are happıer and more ınspıred as we move!

 

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Mirá mirá mirá Re-Green

A caminho da Turquia, levamos a família Re-Green no coração.

On our way to Turkey, we take the Re-Green family in our hearts.

A camino de Turquia, llevamos la familia Re-Green en el corazón.

Re-Green

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Viajar é um bocadinho como ser feliz | Travelling is a little like being happy | Viajar es un poco como ser feliz

Por do sol - FrançaSabiam que se pode viajar quando se abre um pacote de café novinho em folha?

Durante muito tempo subestimei o poder dos cheiros, sempre ouvi falar mas demorei a perceber a força que têm como meio de transporte. É uma espécie de poder intemporal e inespacial, que nos apanha de surpresa nos momentos mais inesperados e nos leva a lugares familiares, ou a lugares que já não nos lembrámos que alguma vez existiram. O cheiro depois da chuva e a brincadeiras e jogos à apanhada nos primeiros dias de Outono com novos e velhos colegas de escola, o cheiro a casa numa camisola que encontramos no fundo da mochila depois de semanas em viagem, o cheiro salgado do mar, tão familiar que se tornou o cheiro que nos lembra que estamos vivos. Penso que música tem o mesmo efeito, sem querer uma melodia lá ao longe vinda duma janela de um vizinho nos leva a algum momento esquecido nos confins da memória.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPode-se viajar no sofá da casa onde se cresceu, com os cheiros familiares de memórias à nossa volta, num banco de jardim com um daqueles livros impossíveis de largar, ao ponto que quando levantamos os olhos das linhas o mundo parece enevoado e o que vemos na nossa cabeça parece mais real do que o que vemos à nossa frente.

Então, se temos esta extraordinária capacidade de viajar intemporal e inespacialmente, de irmos aos lugares mais recônditos, às vezes absurdos e normalmente esquecidos da nossa mente, não seria isso suficiente? Ou as viagens de mente não são nada comparadas com as viagens de corpo e alma?

OLYMPUS DIGITAL CAMERAViajar é crescer, aprender, é ver diversidade em todo o lado e ser-se rico, com tanta coisa e sem nada ao mesmo tempo. É abrir os olhos de manhã e naqueles primeiros segundos ao acordar em que não sabemos onde estamos, de repente sentir tudo a voltar em cascata e nos lembramos onde estivémos, onde estamos agora e porquê e saímos da cama a sorrir, felizes: “Ah sim, estou a viajar”.

Viajar faz-nos sentir mais vivos, mais ligados ao que nos rodeia, mais corajosos. Faz-nos encontrar aquele equilibrio entre o adulto em que sorrateiramente nos vamos tornando e a criança dentro de nós, aquela parte irrequieta e curiosa, que questiona tudo, que se deixa surpreender, que se diverte com tão pouco e se maravilha com as coisas mais simples, que não hesita em se expôr ao ridículo de balbuciar novas palavras e que se sabe rir de si própria, sem barreiras, que está permanentemente ansiosa por novas aventuras que se tornarão memórias, que um dia mais tarde se poderão visitar enquanto a nossa mente divaga e nós estamos sentados num qualquer banco de jardim.

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Viajar é um bocadinho como ser feliz. E como viver, de verdade.

Joaninha com cor

Did you know that you can travel when you open a brand new package of coffee?

For a long time I underestimated the power of smell, I have always heard about it but it took me a while to really understand the power it has as a means of transportation. It’s a kind of timeless and non spacial power that hits us by surprise on the most unexpected moments and takes us to familiar places or to places that we didn’t remember anymore that ever existed. The smell after the rain and of autumn games with new and old school friends, the smell of home stuck to a jumper that we find at the bottom of the backpack after weeks of travelling, the salty smell of sea, so familiar that it has actually become the smell that reminds us we are alive. I suppose music has the same effect, a melody coming from a distant neighbour window takes us to a forgotten moment somewhere on the back of our minds. This way we can travel on the sofa of our childhood home, surrounded by familiar smells of memories or on a garden bench with one of those books so impossible to put down that when you actually raise your head from the lines you’re reading, the world seems foggy and what we see in our mind seems more real than what we actually see.

So, if we are gifted with this amazing ability to travel through space and time, to go to the depths, sometimes absurd and usually forgotten places in our minds, why is that not enough? Or are mind travels nothing when compared with traveling with body and soul?

To travel is to grow, to learn, to see diversity all around us and to be rich, with nothing and so much at the same time. It’s to open our eyes in the morning, in those first seconds when we are waking up and not really knowing where we are, and suddenly, letting it all come back in a cascade, then we remember where we’ve been, where we are now and why, and we get out of bed smiling and beaming: “Oh yes, I’m travelling”.

Travelling makes us feel more alive, brave and more connected to what is around us. It makes us find the balance between the adult we are surreptitiously turning into and the child within us, that curious and restless part of us that questions everything, that allows itself to be surprised, that is amused by so little and awed at the simplest of things, that doesn’t hesitate to expose itself to ridiculous when trying to say new words and is able to laugh at itself, without any barriers, that is permanently anxious for new adventures that will become memories that, one day, later, can be revisited while our mind wanders and we are sat on some garden bench.

Travelling is a little like being happy. And like living, for real.

Joaninha com cor

Sabian que se puede viajar cuando se abre un nuevo paquete de café?

Durante mucho tiempo subestime el poder de los olores, siempre escuché hablar sobre eso pero me llevó tiempo en entender la fuerza que tienen como medio de transporte. Es una especie de poder intemporal y inespacial, que nos agarra de sorpresa en los momentos más inesperados e nos lleva a lugares por veces familiares y por veces tan olvidados que ya no nos acordábamos que havian existido. El olor después de la lluvia y a juegos de otoño con nuevos y viejos compañeros de escuela, el olor a casa en una remera que descubrimos en el fondo de la mochila después de semanas en viaje, el olor salado del mar, tan familiar que ya es el olos que nos acuerda que estamos vivos. Creo que la musica tiene el mismo efecto, una melodia que se escucha lejos de una ventana de un vecino nos puede llevar a algum momento olvidado en algun lugar en nuestras mentes. Se puede viajar en el sofa de nuestra casa de infancia, rodeados por los olores de memorias o en un banco de jardin, con uno de aquellos libros tan imposibles de largar al punto que cuando levantamos los ojos de sus lineas el mundo parece nublado y lo que vemos en nuestra cabeza parece más real de lo que vemos adelante de nosotros.

Entonces, si tenemos esta extraordinaria capacidad de viajar por el tiempo y el espacio, de ir a los lugares más lejanos, a veces absurdos y normalmente olvidados de nuestra mente, por qué no es suficiente? O los viajes de la mente no son nada cuando comparadas con los viajes de cuerpo y alma?

Viajar es crecer, aprender, es ver diversidad en todas partes y ser rico, con tan poco y tanta cosa al mismo tiempo. Es abrir los ojos de mañana y en aquellos primeros segundo al despertar, en que no sabemos donde estamos, subitamente sentir todo volviendo en cascada y nos acordamos donde estuvimos, donde estamos ahora y por qué, y salir de la cama sonriendo, felices: “Ah si, estoy viajando”.

Viajar nos hace sentir más vivos, más conectados a lo que nos rodea, más corajosos. Nos hace encontrar el equilibrio entre el adulto que subrepticiamente nos tornamos y el niño que esta dentro de nosotros, aquella parte inquieta y curiosa, que cuestiona todo, que se deja sorprender, que se divierte con tan poco y que se deja encantar con las cosas más simples, que no duda en exponerse al ridiculo de probar en decir nuevas palabras y que sabe reir de si misma, sin barreras, que siempre esta lista para nuevas aventuras que serán memorias que, un dia más tarde, se podrán visitar mientras nuestra mente divaga y nosotros estamos sentados en un banco de jardin cualquiera.

Viajar es un poco como ser feliz. Y como vivir, de verdad.

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Video by Movement of Life Cyprus

Obrigado Thank you Gracias Efharisto Sofia Matsi!

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A verdade dos biocombustiveis | The truth on biofuels | La verdad de los bio combustibles

bio-fuels_food_competitionAcabo de ler dois artigos muito interessantes através do Instituto de Pesquisa de Permacultura na Australia (podem ler os artigos aqui e aqui, estão em inglês mas quem estiver interessado em saber o que dizem pode-nos escrever que nós explicamos). Relaciona-se muito com o nosso projecto e quero aproveitar a oportunidade para escrever um pouco sobre biocombustíveis.

Parece uma ideia óptima certo? “Bio” e “combustível” numa palavra só faz-nos sentir bem connosco próprios, um prefixo mágico que nos deixa de consciência tranquila ao ir de carro ao supermercado que está a 500 metros de casa, porque usamos um biocombustível. Mas já pensaram mesmo de onde vêm? O que é preciso para os fazer?

Durante os preparativos para arrancar com o projecto, e ainda agora, fomos recebendo muitas críticas sobre o combustível que escolhemos. “Que ingénuos, o óleo vegetal não é nada ecológico!”, “Entao e as florestas?”, “E os preços do óleo vegetal a aumentar nos supermercados?”, entre outros interessantes pontos de vista.

Não negamos que temos uma grande dose de ingenuidade por achar que este mundo pode ser melhor se todos trabalharmos para isso mas para quem acha que somos inconscientes por viajar movidos a óleo vegetal, não nos cansamos de explicar:

A nossa Amarela é movida a óleo vegetal usado, óleo que foi utilizado para cozinhar e que é considerado um resíduo quando o recolhemos. A nossa ideia é chamar a atenção para a quantidade de desperdício que se produz sem se pensar duas vezes e ao mesmo tempo, utilizamos um combustível mais amigo do ambiente do que o diesel – chip-busleiam aqui a publicação do Andy Pag sobre esta questão, o Andy já fez três expedições com combustíveis alternativos, incluindo uma volta ao mundo com a Biotruck Expedition e está agora a preparar um novo projecto, um avião movido a plástico não reciclável. Há muitas alternativas a combustíveis fósseis e embora este assunto esteja a ser muito falado hoje em dia, tal como a agricultura biológica, não é novidade. Desde o final do séc. XIX que há registos de estudos e experiências com motores movidos a ar comprimido, àgua, energia magnética e eléctrica. Por alguma razão ou outra (provavelmente pelo fraco potencial económico a longo prazo) estas ideias nunca foram desenvolvidas e utilizadas a grande escala. O óleo vegetal usado é uma opção que é acessível agora e a qualquer um, com uma pequena modificação ao motor do carro que, nalguns casos, nem sequer é precisa. Sim, é preciso aprender um pouco sobre o uso deste combustível e claro que tem um cheiro diferente, mas se é melhor ou pior que o diesel deixo à vossa consideração… Pessoalmente, prefiro sentir o cheiro a óleo do que diesel.

Então, qual é a verdadeira vantagem de usar bio-diesel se o óleo vegetal usado é um resíduo que já de si é um excelente carburante sem necessidade de adicionar químicos? “É que o óleo estraga o motor” é o que nos dizem. Então e o diesel, ou mesmo o bio-diesel, não fazem o mesmo? Propomos um desafio, sentem-se perto de uma paragem de táxis e prestem atenção aos diferentes cheiros que saem dos escapes. Se os táxis, que são carros cujos motores são testados ao limite, usam óleo vegetal usado, porque é que nós comuns mortais não o podemos fazer? E em Portugal até temos o privilégio de ser perfeitamente legal, basta pagar o imposto sobre o carburante.

Claro que o óleo vegetal usado não é o combustível do futuro, mas já é qualquer coisa. Pelo menos enquanto esperamos pelas verdadeiras soluções alternativas de combustíveis. E de certeza que é melhor do que o biodiesel e do que comprar óleo novo nos supermercados, como temos visto muito boa gente fazer. Aliás, até há quem compre óleo novo para fazer bio-diesel, que combinação poderosa de patetice…

Photo taken from the Budapest Business Journal

Photo: Budapest Business Journal

Saibam que a nova moda dos bio-combustíveis está a ser a grande causa do desflorestamento massivo por todo o mundo, da utilização de terra que deveria ser para cultivo de comida e não de combustíveis, para o aumento dos preços do óleo alimentar, para o descomedido uso de grãos geneticamente modificados e fertilizantes, pesticidas e outros quimicos para o rápido crescimento dessas safras…

Não usem o prefixo BIO como tranquilizador de consciência, informem-se sobre quanto de bio tem de facto um produto bio. E acima de tudo, não pensem que lá porque não vêem estes problemas ambientais e sociais a acontecer ao vosso lado que eles não estão a acontecer ou que não vão ser afectados por eles, Se não o fazem por vocês, façam-no pelas gerações futuras que vão ter de limpar o nosso lixo.

Joaninha com cor

I have just read two very interesting articles via the Permaculture Research Institute in Australia (you can read both articles here and here). They They very much relate to our project and I’m going to take the opportunity to dwell a little on biofuels.

It sounds great right? “Bio” and “fuel” combined in one word makes us feel good about ourselves, a magical prefix that quiets our consciousness while we drive to the supermarket that is just 500 meters away from your front door. But have you ever considered where it comes from, this biofuel? What it takes to make it?

While preparing for our project, and even now, we received a lot of criticism on the fuel we chose to use: “You’re so naïve, vegetable oil is not ecological”, “how about the forests?”, “how about the rising prices of oil in the supermarkets?”, amongst other interesting points of view.

We cannot deny that we have a great dose of ingenuity to think that we can make a better world if we all work together but for those who believe us to be completely unconscious for traveling fuelled by vegetable oil, we do not get tired of explaining:

Our van, Amarela, is fuelled by waste vegetable oil, oil that was used to cook and was considered a residue when we collected it. Our idea is to raise awareness on the amount of waste that is produced without a second thought while, at the same time, using a fuel that is more environmentally friendly than diesel – read here a post by Andy Pag about this; Andy has already travelled on three expeditions using alternative fuels, including the Biotruck Expedition that went around the world on waste vegetable oil. He is now preparing a new project, an airplane fuelled by non recyclable plastic. There are many alternatives to fossil fuels and although this subject is being widely discussed nowadays, just like organic farming, it is not a novelty. There are records of studies and experiments, dated from the end of the 19th century, of engines running on compressed air, water, magnetic energy and electricity. For one reason or another (probably due to the low economical potential in the long term), these ideas were never developed and used on a large scale. Waste vegetable oil is an option that is available now and to anyone, simply by installing a small piece in the car’s engine that, in some cases, is not even necessary. Yes you’ll have to learn a little about the use of this fuel and of course it does smell different but if it’s better or worse than diesel I leave it to you to judge… Personally I prefer the smell of oil than diesel.

So what is the real advantage of using bio-diesel if the waste vegetable oil is a residue that just by itself is already an excellent carburant without the need to add any chemicals? “Because the oil wears down the car’s engine” is what we are commonly told. Well, how about diesel or even bio-diesel, don’t they do it too? We propose a challenge; this is particularly for Portugal as I am not sure how true it may be for other countries but if you feel like taking the opportunity I would love to hear your feedback! So, sit close to a taxi rank and notice the different smells that come out of their engines. Now I wonder, if taxis, whose engines are tested to the limit, use vegetable oil for fuel, why can’t we, common mortals, do the same? Also in Portugal it is completely legal, you just have to pay the tax for the fuel (again, not sure how this applies for other countries…).

Of course that waste vegetable oil is not the fuel of the future, but it’s something. At least while we wait for the real alternative fuels to be available. And it certainly is better than biodiesel or buying new oil at the supermarkets, as we have seen many people doing. In fact, some people actually buy new oil to make biodiesel, what a powerful and ignorant combination…

Be aware that this new fashion of biofuels is the main cause for worldwide mass deforestation, for replacing food crops and using arable land to grow biofuels, for the continuous rise of prices of oil for food, for the immoderate use of genetically modified grain and associated fertilizers, pesticides and other chemicals to promote the rapid growth of those crops.

Do not use the prefix BIO as a consciousness soother; get informed on how much bio there actually is on a bio product. And above all, do not think that just because you do not see these environmental and social problems happening right next to you that they are not happening at all, or even that they will not affect you. If you are not willing to do that for yourself, do it for the future generations that will have to clean up our rubbish.

Joaninha com cor

Acabo de leer dos articulos muy interesantes a traves del Instituto de Pesquisa de Permacultura en Australia (pueden leer los articulos aqui y aqui, están en ingles asi que quien este interesado en saber que dicen pero no puede leer ingles nos puede escrivir que nosotros les explicamos). Esto se relaciona mucho con nuestro proyecto asi que aprovecho la oportunidade para escrivir un poco sobre bio combustibles.

Parece una idea fantastica no? Colocar “bio” y “combustible” en una palabra sola nos hace sentir bien con uno mismo, un prefijo magico que nos tranquiliza la mente mientras vamos en el auto hasta el supermercado que esta solo a 500 metros de la puerta de casa, solo porque usamos un bio combustible. Pero alguna vez les occurrió de donde vienen, esos bio bio combustibles? Que es necesario para hacerlos?

Mientras nos preparavamos para arrancar con el proyecto, y tambien recientemente, ibamos recibiendo muchas criticas sobre el combustible que elegimos: “que ingenuos, el aceite vegetal no es nada ecologico!”, “Y los bosques?”, “Y los precios del aceite que aumentan en los supermercados?”, entre otros interesantes puntos de vista.

No negamos que tenemos una gran dosis de ingenuidad por creer que se puede tener un mundo mejor si todos trabajamos para eso, pero para quién nos cree totalmente inconscientes por viajar a aceite vegetal, no nos cansamos de explicar:

Nuestra furgo es movida a aceite vegetal usado, aceite que fue utilizado para cocinar y que era un residuo cuándo lo fuimos a recojer. La idea es llamar la atención para la cantidad de desperdicio que se produce sin pensar do veces mientras usamos un combustible más amigo del ambiente que el diesel – lean aqui la publicación de Andy Pag sobre el asunto, Andy ya hizo trés expediciones usando combustibles alternativos, incluso una vuelta al mundo con la Biotruck Expedition; ahora esta preparando un nuevo proyecto, un avion movido a plastico no reciclable. Hay muchas alternativas a los combustibles fossiles y aunque este sea un tema muy debatido hoy en día, tal como la agricultura orgánica, no es una novedad. Desde el final del siglo XIX que hay registro de estudios y experimentos de motores movidos a aire comprimido, agua, energia magnetica y electrica. Por una razón o otra (probablemente por el flaco potencial economico a largo plazo) estas ideas nunca fueron desarrolladas y utilizadas a larga escala. El aceite vegetal es una opción que está disponible ahora y es accessible a qualquier uno, solo con una simple instalación en el motor, que en algunos casos ni siquiera es necesaria. Si, hay que aprender un poco sobre la utilización deste combustible y claro que tiene un olor distinto, pero si este es mejor o peor que el olor del diesel les dejo a ustedes que juzguen… Personalmente, prefiero el olor del aceite al diesel.

Entonces, cuál es la verdadera ventaja en utilizar bio diesel si el aceite vegetal usado ya es un excelente carburante, sin ser necesario agregar quimicos? “Es que el aceite arruina el motor” es lo que nos dicen. Y el diesel, o el bio diesel, no hacen lo mismo? Les proponemos un desafio; esto es especialmente para Portugal ya que no estoy segura de como sera para otros paises pero si lo quieren hacer, me encantaria escuchar que encontraron! Es asi, vayan a una parada de taxis y prueben sentir los diferentes olores que salen de los motores. Asi que pregunto, si los taxis que testan al limite sus motores, usan aceite vegetal usado, por que nosotros, communes mortales, no lo podemos hacer? Y en Portugal hasta tenemos el privilegio de ser totalmente legal, solo hay que pagar el impuesto del combustible (una vez mas, esto se aplica a Portugal, no se como sera en otros paises).

Obvio que el aceite vegetal usado no es el combustible del futuro, pero ya es algo. Por lo menos mientras esperamos por las verdaderas alternativas a los combustibles fossiles. Y seguramente que es mejor que el bio diesel o que comprar aceite nuevo en supermercado, como hemos visto hacer. En realidad, hay quien compre aceite nuevo para hacer bio diesel, que combinación poderosa y ignorante…

Sepan que esta nueva moda de los bio combustibles es la gran causadora de la deforestación en masa por todo el mundo, de la utilización de tierra cultivable para producer combustibles, del aumento historico de los precios del aceite alimentar, del uso desmesurado de granos geneticamente modificados y fertilizantes, pesticidas y otros quimicos para el rapido crescimiento de estos cultivos…

No usen el prefijo BIO como un tranquilizador de conciencia, informense sobre quanto bio es realmente un producto bio. Y sobre todo, no piensen que por no ver estos problemas ambientales y sociales a vuestro lado, ellos no están pasando o que no seran afectados por ellos. Si no lo hacen por ustedes, háganlo por las generaciones futuras que van a tener de limpiar nuestra basura.

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Re-Green & Permacultura

CerejasDesde que começámos esta viagem, parece que temos tido um extraordinário alinhamento de coincidências aparentemente orquestradas. Digo coincidências para lhe chamar qualquer coisa, já que quem nos conhece sabe que não acreditamos em coincidências, somos daquelas pessoas que acreditam que as coisas acontecem quando têm de acontecer e por razões que, por vezes não são óbvias mas que mais tarde fazem sentido (acho que já falamos nisto e tudo…)

Partimos para aprender a viver de forma sustentável, para vermos com os nossos próprios olhos como é que isso se faz em diferentes lugares no mundo. Quando vinhamos a caminho daqui, não era sequer suposto cá ficarmos, seriam só dois dias de passagem. No dia em que chegámos estava a acabar um workshop e uma das voluntárias que cá estava ia-se embora, antes do tempo previsto. Assim fomos convidados a ficar. Iamos ficar umas duas semanas, depois um mês e agora, em princípio, vamos cá ficar quase dois meses e meio. É que a meio de Agosto faço 30 anos e este sítio é perfeito para mudar de década. OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Enfim, tomada a decisão de cá ficar mais um tempo, parece que as coisas nos começaram a cair no colo. Estamos no meio daquilo que procurávamos, a sentir na pele a rotina de um lugar semelhante ao que gostaríamos de criar quando terminarmos a viagem. O centro vive segundo os métodos de permacultura, desde a horta, o trabalho com os animais e até com construção natural com as mais variadas técnicas e materiais. Depois de duas semanas a entrar nesta rotina, começou o Curso de Design de Permacultura. Durante dez dias, vimos como dois mestres permacultores transformaram desassete comuns mortais em aprendizes permacultores. Que momento para estar aqui!

Hugelbeet

Swales

Natural Building

Falou-se um pouco de tudo o que é necessário para se viver de acordo com os princípios de permacultura: o que considerar ao escolher um terreno,ferramentas de análise, observação e divisão do terreno em àreas para melhor aproveitamento, auto-suficiência energética, como plantar e enxertar àrvores, como plantar e o que plantar onde, a importância da àgua e como trabalhar com ela, como criar e viver em comunidade, incluindo um excelente debate sobre resolução de conflitos (Sim, mesmo em comunidades sustentáveis e ecológicas existem conflitos, faz parte da condição humana e ter as ferramentas para os reconhecer e resolver é fundamental). Um dos temas que me interessava muito tem a ver com as consorciações (parcerias) plantas<->plantas e plantas<->animais. Estas consorciações têm variadíssimas funções sendo a polinização a mais conhecida (sem os insectos, as plantas não se poderiam reproduzir). Mas também existem parcerias que oferecem protecção (do vento, do sol, da erosão, de pragas, etc), retenção/drenagem de água, transporte e troca de nutrientes, arejamento do solo e fixação de nitrogénio e até abrigo para vida selvagem e insectos, ajudando a manter a biodiversidade. *ver em baixo as referências para mais informação sobre consorciações.

Não tivémos o certificado no final do curso, mas tivemos o privilégio de aprender a teoria da permaculturaNatural Living em combinação com o trabalho prático no centro.

E com apenas quatro dias para limpar, arrumar e descansar, começou o workshop de Natural Living. E imaginem a nossa sorte, os professores são residentes na Auroville, uma comunidade com 45 anos de existência na India. E agora imaginem a nossa surpresa quando nos disseram que dois dos professores são portugueses! Por isso além do trabalho no workshop onde aprendemos uma técnica de construção de um forno a lenha diferente daquela que vimos em Itália com os Sbarro, onde tivémos uma introdução aos métodos de agricultura natural de Fukuoka (de quem já falámos aqui), danças e musicas africanas, indianas, outra excelente ferramenta para viver em comunidade que é a comunicação não-violenta (também se relaciona com a resolução de conflitos); também pudémos ouvir, na primeira pessoa, sobre como é viver em Auroville. E melhor, como será viver na nova comunidade para onde vão agora, no norte de Portugal. Esta ultima parte, pessoalmente, traz-me uma imensa alegria, saber que apesar de todo o caos actual que se sente em Lisboa, ainda existem lugares em Portugal onde o caos não chega e ser-se sustentável não é só uma hipótese experimental, é a realidade.

Para mais informação sobre permacultura, juntámos à nossa página com links uma nova secção com livros recomendados. Vão espreitar!

Joaninha com cor

 

Since we started traveling, it seems there has been an extraordinary alignment of apparently orchestrated coincidences. I say coincidences to call it something, as those who know us, know that we do not believe in coincidences. We are of those people that believe things happen when they have to happen and there is always a reason for it, even when at first it is not obvious (we might have said this before…)

We left to learn to live a sustainable life, to see for ourselves how that is possible in different places around the world. When we were on the way here, we weren’t even supposed to stay; we were just visiting for a couple of days. But on the day we arrived, they were just finishing a seminar and one of the volunteers that we staying here had to leave earlier than planned. So we were invited to stay, first we were staying for two weeks, then a month and now we’re staying, supposedly, for two and a half months. (It’s just that in mid August I’m turning 30 and this is a perfect place to change decades)

Anyway, after making the decision of staying, it seemed things started to land on our laps. We are right in the middle of what we were looking for, to feel on our own skin the routine of a place that is very similar to what we’re like to create when our journey is finished. The center lives by the permaculture methods, from the vegetable garden, to the animals and even in natural building, where they use all sorts of materials and techniques. After two weeks to get into this routine, the Permaculture Design Course started and for ten days, we saw how two permaculture masters transformed seventeen common mortals into permaculture apprentices. What a moment to be here!

During this time, many things were discussed and presented in order to live the permaculture way: what to look for and consider when choosing land, tools for observation, analysis and division of the land, energetic self-sufficiency, how to plant and graft trees, where and what to plant in different situations, the importance of water and how to work with it (storing, draining, infiltrating), how to create and live in community which included an excellent debate on conflict resolution (yes, even in sustainable and ecological communities there are conflicts, it’s just part of human nature and having the tools to recognize and resolve them is essential). One of the subjects that really interested me had to do with guilds (plants plants and also plants animals). These guilds are partnerships that have many different purposes; the most famous one is pollination (without insects plants could not reproduce). But there are many types of guilds that, for example, can offer protection (from the wind, from the sun, from erosion, from pests, etc), some help retain/drain water, some can carry and even share nutrients, some help aerate and fixate nitrogen in the soil and some even offer shelter for wildlife and bugs, creating an excellent bio diverse environment. *see below for references for more information on guilds.

In the end, we did not have a certificate but we were privileged to learn the theory of permaculture and combine it with practical work in the center.

And with only four days to tidy and clean up and rest, the Natural Living workshop began. Imagine our luck, the teachers that are coming are residents at Auroville, a 45 year old community in southern India. And now imagine our faces when we were told that two of the teachers were Portuguese! So besides the workshop where we learned even more, like a new technique to build an wooden oven (different from the one we help build with the Sbarros), an introduction to the Fukuoka natural farming methods (whom we have already mentioned before and were extremely interested in find more about), African and Indian dances and music, other great tools like non-violent communication (also related to conflict resolution); we also got to hear first had, what its like to live in Auroville. And better yet, how it will be like to live on the new community where they are about to move to, in the north of Portugal. This last part, personally, gives me immense joy, knowing that despite of the current chaotic instability that can be felt in Lisbon, there are places in Portugal where this chaos does not exist and being sustainable is not only an experimental hypothesis, it is reality.

For more information on permaculture, we have added to our links page a new section with recommended books.

Joaninha com cor

Desde que empezamos este viaje, parece que hemos tenido un extraordinario alineamiento de casualidades que parecen orquestradas. Digo casualidades para llamarle algo, ya que los que nos conocen saben que no creemos en casualidades, somos de aquellos que creen que las cosas pasan cuando tienen que pasar y que a veces las razones no son obvias pero más tarde terminan haciendo sentido (nos parece que ya hablamos de esto…)

Partimos para aprender a vivir de forma sostenible, para mirar con nuestros propios ojos como es que eso se hace en diferentes lugares del mundo. Cuando veniamos para acá, no nos ibamos a quedar, era solo una visita de dos dias. Pero en el dia que llegamos estaban terminando un seminario y una de los voluntarios que estaba acá se iba antes del tiempo. Asi, nos invitaron a quedarnos. Nos ibamos a quedar dos semanas, después un més y ahora, supuestamente, nos quedamos dos meses y medio. (Es que a la mitad de Agosto voy a cumplir 30 años y este es un lugar perfecto para cambiar de decada).

Bueno, después de decidir en quedarnos un tiempo acá, parece que las cosas nos empezaron a caer en la falda. Estamos en el medio de lo que buscabamos, sentir en la piel la rutina de un lugar similar a lo que nos gustaria de crear cuándo termine este viaje. El centro vive segun los metodos de permaculture, desde el huerto, a los animales y la construcción natural usando las más variadas tecnicas y materiales. Después de dos semanas para entrar en esta rutina, empezó el Curso de Design de Permacultura y durante diez dias pudimos ver como dos mestres permacultores transformaron un grupo de 17 comunes mortales en aprendices permacultores. Qué momento para estar aqui!

Se habló un poco de todo lo que es necesario para vivir segun los principios de permacultura: qué considerar al elegir un terreno, herramientas de analisis, observación y división del terreno, autosuficiencia alimentaria y energetica, como plantar y qué plantar donde, cómo plantar y enjertar àrboles, la importancia del agua y cómo trabajar con ella (almacenar, drenar, infiltrar), cómo crear y vivir en comunidad, incluyendo una excelente presentación sobre la resolución de conflictos (si, mismo en comunidades sostenibles y ecologicas hay conflictos, asi es la naturaleza humana y tener las herramientas para saber reconocerlos y resolverlos es fundamental). Uno de los temas que más me llamava la atención tiene que ver con las parcerias plantas plantas y platas animales. Estas parcerias tienen varias funciones en la que la polinización es la más conocida (sin los insectos, las plantas no se podrian reproducir). Pero también hay parcerias que ofrecen protección (del viento, del sol, de la erosion, de plagas, etc), otras que ayudan en la retención/drenage de agua, otras que transportan y cámbian nutrientes, otras que ayudan a arear y fijar nitrogenio en la tierra y otras que ofrecen abrigo a animales selvages y insectos, creando un excelente ambiente bio diverso.

Al final del curso, no tuvimos el certificado cómo los alumnos, pero tuvimos el privilegio de aprender la teoria de la permacultura en combinación con la práctica del laburo diario en el centro.

Y solo con cuatro dias para limpiar, ordenar y descansar, empezó el workshop de Natural Living. Y imaginen nuestra suerte, los professores son residentes en Auroville, una comunidad de 45 años en el sud de India. Y ahora imaginen nuestras caras de sorpresa cuando nos enterámos que dos de ellos son portugueses! Asi que, además del workshop donde ya aprendimos una tecnica de construcción de un horno diferente a la que aprendimos en Italia con los Sbarro, donde tuvimos una introducción al metodo de agricultura natural de Fukuoka (de quién ya hablamos y que teníamos mucho interés en aprender), danzas y musicas africanas y indianas, una otra excelente herramienta para vivir en comunidad que es la comunicación no violenta (que también se relaciona con la resolución de conflitos); también pudimos escuchar en la primera persona sobre cómo és vivir en Auroville. Y mejor, com ova a ser vivir en la nueva comunidad para donde se están mudando, en el norte de Portugal. Esta ultima parte, personalmente, me trae una imensa alegria, saber que apesar de todo el caos actual que se siente en Lisboa, todavia hay lugares en Portugal donde el caos no llega y ser sostenible no es solo una hipótisis experimental, es la realidad.

Para más información sobre permacultura, juntamos a nuestra pagina de links, una nueva sección con libros que recomendamos.

 

Consorciações | Guilds

Guilds

A vespas fazem mais do que picar, tambem caçam moscas!
Wasps do more than just sting you, they also hunt flies!

http://onestrawrob.com/?page_id=199 (ingles)

http://tcpermaculture.blogspot.com/2011/06/permaculture-guilds.html (ingles)

http://foodgrowsontrees.blogspot.com/2010/02/permaculture-guilds.html (ingles)

http://www.hortabiologica.com/2012/12/consociacao-culturas/ (portugues)

http://hortasedislates.wordpress.com/consociacoes-de-plantas/ (portugues)

http://cantinhodasaromaticas.blogspot.gr/2008/01/plantas-aromticas-em-consociaes-de.html (portugues)

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A surpresa de Hellas | Hellas surprise | La sorpresa de Hellas

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Estamos na Grécia (Hellas) há três semanas. É um país que nos surpreendeu desde que saímos do barco que nos trouxe de Brindisi em Itália a Igoumenitsa, já na Grécia. Eram só 200 km para chegar à próxima quinta desta estrada verde mas demorámos dois dias.

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Não porque fosse um caminho difícil mas porque era impossível não parar para respirar ares gregos. Já devíamos estar habituados a ruínas mas não se consegue passar por ruínas com 2000 anos iluminadas com o sol das 7 da manhã e não parar para ver. E é completamente impossível seguir caminho à uma da tarde com 30 e tal graus de temperatura, ao lado de água azul cristalina do Mediterrâneo sem saltar pela janela para mergulhar. Não foi pela janela mas quase.

Quando nos aproximávamos do destino, começámos a subir. As primeiras subidas interessantes desta viagem para a Amarela. Portou-se muito bem, tendo em conta que subimos quase 20 km entre curvas e contracurvas, vistas estonteantes, estradas apertadas, árvores baixas (a Amarela é uma alta senhora…). Ah, e também íamos com os depósitos de óleo cheios… Não aqueceu, não gaguejou, foi subindo “piano piano” e lá chegámos finalmente.

Este é um daqueles sítios paradisíacos que parecem mentira, sentimos logo à chegada que ia ser maravilhoso. No meio das montanhas, rodeado de vários tons de verde, o cheiro a bosque e a plantas aromáticas, a companhia dos animais da quinta, o som dos “avlaki” (uns pequenos canais de água que atravessam as aldeias com um sistema de comportas para abastecer cada casa). Oreo!! Um dia quando tivermos a nossa quinta, queremos que seja algo assim.

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Há três dias éramos seis pessoas, os nossos anfitriões Flery e Christos, o Cal (outro voluntário aqui centro que está a viajar há dois anos e é um excelente guitarrista), nós os dois e às vezes a Electra, um relâmpago de pessoa que saltita entre o trabalho em Atenas e o trabalho aqui. Mas agora está a decorrer no centro um curso de design de permacultura e somos cerca de 25 pessoas. Este curso é uma oportunidade incrível e inesperada que nos faz sentir confiantes com o que  procuramos e com a decisão que nos trouxe até aqui. Podemos assistir ao curso entre os trabalhos que há para fazer pela quinta. OLYMPUS DIGITAL CAMERAQueríamos aprender sobre permacultura e temos dado os primeiros passos com o trabalho aqui na quinta antes do curso e agora também podemos acrescentar uma parte teórica à nossa experiência, com aulas e debates diários. Nos próximos 10 dias iremos partilhar as mesmas preocupações e possíveis soluções para um futuro mais sustentável. “O problema é a solução” e um futuro sustentável, é o que todos aqui procuramos.

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Para nós também é a razão da existência do nosso projecto e partilharemos aqui algumas das coisas que aprendermos nestes próximos dias.

Vejam as fotografias na galeria.

Joaninha com cor

We’ve been in Greece (Hellas) for three weeks. It’s a country that surprised us since we got out of the boat that brought us from Brindisi, Italy, to Igoumenitsa in Greece. It was only 200 km more to reach the following farm on this green brick road of ours but it took us two days to get there. Not because it was difficult to get there but because it was impossible not to stop to breath some greek air. We should have been used to ruins by now but you can’t just drive pass by 2000 year old ruins shimmering with the 7am sunlight and not stop. And its completely impossible to keep to the road at 1pm with more than 30ºc outside, when you’re driving next to the crystal blue water of the mediterranean, without jumping out of the window into the water. We didn’t jump out of the window but we were close.

As we were getting nearer our destination we started going up. The first interesting hills for Amarela of this journey. She did very well, considering we went up about 20 km amongst amazingly tight curves, stunning views, narrow roads, low trees (remember Amarela is a tall lady…) Oh, and we have our oil tanks full… She didn’t heat up, didn’t stutter, she just went up and up, slowly and surely and finally we arrived.

This is one of those paradisiac places that don’t seem real and we knew instantly that this place would be unforgettable. In the middle of the mountains, surrounded by different shades of green, the smell of aromatic plants, the company of the farm animals, the sound of the “avlaki” (small canals of water that pass through the villages and supply every house with small little flow control gates). Oreo! Someday, when we have our own farm, we’d like it to be something like this.

Three days ago it was just the 6 of us, our hosts Flery and Christos, Cal (another volunteer here who has been traveling for two years and is an amazing guitar player), us two and, sometimes, Electra, a lightning of a person that jumps around between work in Athens and work here. But now the eco-culture centre is hosting a permaculture design course and we’re now around 25 people. This course was an unexpected and fantastic opportunity, it makes us feel confident with what we’re looking for and with the decision that brought us here. We’re able to attend the course in between the work that needs to be done around the farm. We really wanted to learn about permaculture and we were having our first contact with the work around the farm before the course. So now we can add a theoretical part to our experience, with daily classes and debates for 10 days, where we’ll all share our concerns and possible solutions for a more sustainable future. ” The problem is the solution” and a sustainable future is what we’re all looking for here. And for us, it is also the reason for the existence of our project so we’ll share with you some of the things we’ll learn the next few days.

See some photos at the gallery!

Joaninha com cor

Estamos en Grecia (Hellas) hace tres semanas. Es un país que nos sorprendió desde el momento que bajamos del barco que nos trajo de Brindisi en Italia hasta Igoumenitsa, en Grecia. Eran solo 200 km hasta da quinta siguiente en nuestra ruta de ladrillos verdes pero nos llevó dos días en llegar. No porque el camino era difícil pero porque era imposible no parar para respirar aires griegos. Ya tendríamos que estar acostumbrados a ruinas pero no se puede pasar por ruinas con 2000 años de edad, iluminadas por la luz de las 7h de la mañana, y no parar para verlas. Y es totalmente imposible mantenerse en la ruta a la una de la tarde con más de 30º afuera, bordeado la costa del mediterráneo con su agua azul cristalina, y no saltar por la ventana hacia el agua. No saltamos por la ventana pero casi. 

Mientras nos acercábamos a nuestro destino, empezamos a subir.Las primeras subidas interessantes de este viaje para la Amarela. Se portó muy bien, considerando que subimos casi 20km entre muchas curvas apretadas, vistas magnificas, rutas estrechas, árboles bajas (la Amarela es una señora alta…) Ah y íbamos com los tanques de aceite llenos… No calentó, no hesitó, fue subiendo de espacito “piano piano” y, al fin, llegamos.

Este es uno de esos lugares paradisiacos que parecen mentira y supimos instantáneamente que este lugar iba a ser maravilloso. En el medio de las montañas, rodeados de varios tonos de verde, el olor a bosque y las plantas aromáticas, la compañía de los animales de la quinta, el sonido de los “avlaki” (pequeños canales de agua dulce que pasan por las aldeas e que abastecen las casas de aguda, a través de un sistema de pequeñas compuertas de esclusa). Oreo! Cuándo tengamos nuestra quinta, queremos que sea algo así. 

Hace tres días éramos solo 6 personas, nuestros anfitriones Flery y Christos, Cal (otro voluntario en el centro que esta viajando hace dos años y que es un guitarrista espectacular), nosotros dos y, a veces, Electra, un relámpago de persona que salta entre el trabajo en Atenas y el trabajo aquí. Pero ahora hay un curso de design de permacultura transcurriendo en el centro y somos más o menos 25 personas. Este curso fue una oportunidad inesperada y fantástica, nos hace sentir seguros de lo que buscamos y con la decisión que nos trajo aquí. Podemos asistir al curso entre los trabajos de la quinta. Queríamos mucho aprender sobre permacultura y tuvimos nuestro primero contacto con lo que hemos hecho por la quinta antes del curso. Así que ahora podemos agregar una parte teórica a nuestra experiencia, con aulas y debates diarios durante los 10 días siguientes, donde compartiremos nuestras preocupaciones e posibles soluciones para un futuro más sustentable. “El problema es la solución” y un futuro sustentable es lo que todos aquí estamos buscando. Y para nosotros, también es la razón de la existencia de este proyecto así que iremos compartir con ustedes algunas cosas que aprenderemos en estos días. 

Vean algunas fotos en la galeria!

Categories: On the road | 1 Comment

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